segunda-feira, 9 de novembro de 2009

10.9 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÃO

10.9.1 As áreas onde houver instalações ou equipamentos elétricos devem ser dotadas de proteção contra incêndio e explosão, conforme dispõe a NR 23 - Proteção Contra Incêndios.
10.9.2 Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas de ambientes com atmosferas potencialmente explosivas devem ser avaliados quanto à sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.
10.9.3 Os processos ou equipamentos susceptíveis de gerar ou acumular eletricidade estática devem dispor de proteção específica e dispositivos de descarga elétrica.
10.9.4 Nas instalações elétricas de áreas classificadas ou sujeitas a risco acentuado de incêndio ou explosões, devem ser adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de operação.
10.9.5 Os serviços em instalações elétricas nas áreas classificadas somente poderão ser realizados mediante permissão para o trabalho com liberação formalizada, conforme estabelece o item 10.5 ou supressão do agente de risco que determina a classificação da área.
Por que a água apaga o fogo?
Em primeiro lugar, logo que entra em contato com o objeto em chamas, a água se transforma em vapor e, assim, priva-o de parte de seu calor. Afinal, para transformar água fervente em vapor, precisamos de pouco mais de cinco vezes o calor que é exigido para aquecer a mesma quantidade de água fria até o ponto de ebulição. Em segundo lugar, o vapor produzido assim ocupa um espaço centenas de vezes maior em volume do que a água que o produziu. O vapor envolve o objeto aceso e impede a renovação do ar. Sem o ar a combustão do ar é impossível.


EXTINTORES PORTÁTEIS DE INCÊNDIO.

INTRODUÇÃO

Os extintores são o meio mais adequado para atacar um incêndio na sua fase inicial. A sua devida utilização permite atacar as chamas incipientes e controlar ou conter o seu desenvolvimento.
Um extintor de incêndios pode salvar vidas, extinguir um fogo ou controlá-lo até à chegada dos bombeiros. No entanto, os extintores portáteis só são eficazes quando utilizados correctamente e se forem observadas determinadas condições. Assim, é necessário ter em conta, por exemplo, que quando se utiliza a água como agente extintor é necessário garantir que não existe equipamento eléctrico sob tensão. No caso de líquidos combustíveis deve ter-se um cuidado especial com o uso da água, sobretudo em jacto, para evitar dispersar o combustível e propagar ainda mais o incêndio.
Os extintores devem estar em perfeito estado de funcionamento. A inspecção dos mesmos deve ser feita periodicamente, pelo menos uma vez por ano, e em alguns casos duas vezes por ano. Os modelos recarregáveis devem ser recarregados por uma empresa especializada após cada utilização parcial ou total.
Um extintor é sempre considerado como um equipamento de primeira intervenção. Apesar das suas dimensões relativamente reduzidas e da sua fácil utilização, o manuseio de um extintor requer algum treino básico.
Os extintores são geralmente classificados de acordo com o produto ou agente extintor utilizado e que deve ser a adequado a cada tipo de fogo. Assim, os extintores contêm geralmente água, dióxido de carbono, gases inertes, espuma, agentes halogenados, pós químicos etc. O agente extintor contido no interior do extintor actua sobre a combustão por arrefecimento, abafamento, inibição de reacções químicas ou por uma combinação destes factores.
A aquisição de cada tipo de extintor deverá pois ser feita de acordo com o tipo de risco a proteger. Os extintores de água e de pó químico polivalente ABC são os que têm uma utilização mais universal e os mais adequados ao maior número de tipos de incêndios que podem ocorrer em geral em edifícios ou instalações industriais, salvo certos tipos de incêndio, como por exemplo os que têm origem em aparelhos ou equipamento com corrente eléctrica.
O QUE É UM EXTINTOR PORTÁTIL DE INCÊNDIO.
Um extintor portátil de incêndio será um extintor de incêndio concebido para ser transportado e utilizado manualmente e que, em condições de operação, tem um peso inferior ou igual a 20 kg. Regra geral, os extintores portáteis têm pesos da ordem dos 6 kg a 9 kg em utilizações mais comuns. Quando se trata de extintores de água a capacidade dos mesmos é medida em termos de litros. As capacidades indicadas nos extintores referem-se ao peso ou ao volume do agente extintor neles contidos.
da utilização do extintor.
O QUE SÃO AGENTES EXTINTORES
Um agente extintor é um produto ou mistura de produtos contida no interior de um extintor e cuja função é inibir as chamas de um fogo, levando à sua extinção. Os agentes extintores actuam sobre o processo de combustão, química ou fisicamente e podem ser: água, espumas físicas, espumas químicas (em desuso), pó químico, dióxido de carbono (CO2), gases halogenados, gases inertes como o Inergen e Argonite, FE13, FM200, etc...
COMO FUNCIONA UM EXTINTOR.
Geralmente um extintor contém no seu interior dois tipos de produtos: o agente extintor propriamente dito, e um gás propulsor que tem como função impulsionar o primeiro para fora do extintor aquando da sua utilização. Em alguns casos o agente extintor, por ser um gás sob pressão (como por exemplo o dióxido de carbono), tem ambas as funções, dispensando um agente propulsor. Noutros casos o agente extintor e o agente propulsor encontram-se misturados sob pressão no interior do extintor, como acontece geralmente com os extintores de pó químico (de pressão permanente). Adiante explica-se mais detalhadamente como funciona cada tipo de extintor.

TIPOS DE EXTINTORES.
TIPO DE PROPULSÃO DO AGENTE EXTINTOR:
Extintores de pressão não permanente
Nos extintores de pressão não permanente o agente extintor e o gás propulsor estão separados e apenas este último se encontra sob pressão, num cartucho instalado no interior do próprio extintor ou no exterior do mesmo. Quando o extintor é activado, o gás propulsor é libertado do cartucho para o interior do extintor onde se vai misturar com o agente extintor, aumentando a pressão interna. A partir desse ponto o processo é semelhante ao descrito anteriormente.
Extintores de pressão permanente.
Hoje em dia a maioria dos extintores que se encontra em aplicações comuns é do tipo “pressão permanente”. Neste tipo de extintor o agente extintor e o gás propulsor encontram-se misturados no interior do extintor, a uma determinada pressão (geralmente indicada por uma pequeno manômetro instalado no extintor). Quando o extintor é ativado o agente extintor, já sob a pressão da mistura, é expelido por um tubo até à extremidade do difusor. A descarga pode ser controlada através de uma válvula que existe na extremidade do tubo ou na cabeça do extintor.


TIPO DE AGENTE EXTINTOR
Água
A água é o agente extintor de incêndio por excelência, mas é, sobretudo indicada para fogos de classes A (sólidos). A água atua na combustão, sobretudo por arrefecimento, sendo a sua elevada eficiência de arrefecimento resultante de um elevado calor latente de vaporização. A água é mais eficaz quando usada sob a forma de chuveiro, dado que as pequenas gotas de água vaporizam mais facilmente que uma massa de líquido, absorvendo mais rapidamente o calor da combustão. No entanto, em alguns casos é necessário utilizar água em jacto sólido, quando se pretende, por exemplo, obter um maior alcance da água para combate a incêndios em fachadas de edifícios, etc.
Agentes Halogenados
Os agentes halogenados são substâncias contendo elementos ou compostos de flúor, cloro, bromo ou iodo. Os agentes halogenados são utilizados, sobretudo em instalações fixas de proteção.

Halon
Os halons são hidrocarbonetos halogenados sendo que o nome genérico “halon” tem sido freqüentemente utilizado na designação de um conjunto de hidrocarbonetos halogenados. O halon é um agente extintor que teve grande sucesso no combate a incêndio dadas as suas propriedades enquanto gás relativamente limpo e eficaz em fogos das classes A, B e C e riscos elétricas. O halon, contendo elementos químicos como o bromo, flúor, iodo e cloro actua sobre o processo de combustão inibindo o fenómeno da reacção em cadeia. No entanto, apear da sua comprovada eficiência este produto encontra-se interdito por razões de ordem ambiental1. Existem hoje em dia gases de extinção alternativos, considerados limpos e sem os efeitos adversos do halon sobre a camada de ozono, nomeadamente os gases inertes e os agentes halogenados, tais como por exemplo a Argonite, Inergen, FM200, FE13 etc. No entanto a utilização deste tipo de produtos em extintores portáteis não se encontra generalizada dado que a maioria deles se destina sobretudo às instalações de extinção fixas em salas fechadas. É comum encontrar-se dióxido de carbono como alternativa ao halon em extintores portáteis, dado tratar-se de um gás inerte, mas a sua utilização tem particularidades nomeadamente no que diz respeito à segurança do utilizador e equipamento a proteger.

Dióxido de Carbono.
O dióxido de carbono é um gás inerte e mais pesado que o ar, atuando sobre a combustão pelo processo de “abafamento” isto é, por substituição do oxigênio que alimenta as chamas, e também em parte por arrefecimento. Como se trata de um gás inerte, tem a grande vantagem de não deixar resíduos após aplicação. O grande inconveniente deste tipo de agente extintor é o choque térmico produzido pela sua expansão ao ser libertado para a atmosfera através do difusor do extintor (a expansão do gás pode gerar temperaturas da ordem dos –40 ºC na proximidade do difusor, havendo, portanto um risco de queimaduras por parte do utilizador). Também por esta razão o CO2 não é utilizado em alguns tipos de equipamento que funcionam com temperaturas elevadas.
Apesar de não ser tóxico, o CO2 apresenta ainda outra desvantagem para a segurança das pessoas, sobretudo quando utilizado em extintores de grandes dimensões ou em instalações fixas para proteção de salas fechadas: existe o risco de asfixia quando a sua concentração na atmosfera atinge determinados níveis.
Por não ser condutor de corrente elétrica geralmente recomenda-se este tipo de agente extintor na proteção de equipamento e quadros elétricos.
Gases Inertes.
Os gases inertes contêm, sobretudo elementos químicos como o Árgon, Hélio, Néon, Azoto e dióxido de carbono. Este tipo de agente extintor não é normalmente utilizado em extintores portáteis de incêndio, mas sim em instalações fixas, para proteger, por exemplo, salas de computadores e outros riscos semelhantes. A sua eficiência é relativamente baixa pelo que geralmente são necessárias grandes quantidades de gás para proteção de espaços relativamente pequenos, que devem ser estanques para não permitir a dispersão do agente extintor para o exterior. Exemplos de agentes extintores constituídos por gases inertes são os produtos conhecidos com os nomes comerciais “Inergen” e o “Argonite”.
Pó Químico
O pó químico é o agente extintor mais utilizado em extintores portáteis sobretudo em riscos mais comuns como os edifícios de escritórios e edifícios com ocupações caracterizadas por um risco de incêndio relativamente reduzido.

O pó químico é eficiente em fogos de classes A, B e C, mas tem como principal desvantagem o efeito de contaminação que se produz após a utilização de um extintor deste tipo. Muitas vezes escolhe-se outro tipo de extintores quando se entende que este tipo de agente extintor representa um risco para o equipamento a proteger. No entanto, o pó químico é eficiente e como não se dispersa tanto na atmosfera como um gás, permite atacar as chamas de modo mais rápido e eficaz. Os extintores portáteis de pó químico mais vulgarmente utilizado têm capacidades de 6 kg, 9 kg e 12 kg. Também existem extintores de pó químico móveis, de cerca de 30 kg ou 50 kg de capacidade.
Por outro lado, a manutenção deste tipo de extintores requer atenção especial à obstrução de válvulas e orifícios do extintor por partículas de pó, sobretudo se o extintor foi parcial e indevidamente utilizado.
Espuma.
A espuma é um agente extintor polivalente podendo ser usado em extintores portáteis, móveis e instalações físico de proteção. Existem basicamente dois tipos de espumas: as espumas físicas, obtidas por um processo mecânico de mistura de um agente espumífero, ar e água, e as espumas químicas, obtidas pela reação química entre dois produtos que se misturam na altura da sua utilização. Este último tipo caiu em desuso, sobretudo devido à sua fraca eficiência e pelos riscos associados ao armazenamento e manuseamento dos produtos químicos necessários à sua formação.
A espuma física é adequada para instalações de protecção fixa de unidades de armazenamento de combustíveis, por exemplo, ou outros riscos que envolvem líquidos combustíveis e inflamáveis, e classificam-se basicamente em espumas de baixa, média e alta densidade, consoante a respectiva densidade.
Componentes de um Extintor.
Os extintores são constituídos pelas seguintes peças fundamentais:
• Corpo ou reservatório do extintor, destinado a armazenar o agente extintor;
• Válvula de descarga, destinada a fazer atuar o extintor, permitindo a passagem do agente extintor para o exterior;
• Manípulo ou punho, faz atuar a válvula de descarga;
• Cavilha de segurança tem como função libertar o manípulo que atua a válvula de descarga;
• Percutor: é a peça que abre o reservatório de gás auxiliar contido no interior dos extintores de pressão não permanente;
• “Tubo de pesca” ou sifão, conduz o agente extintor desde o interior do corpo do extintor para a válvula de descarga;
• Tubo ou mangueira: conduz o agente extintor para o exterior através de um difusor ou bico de descarga o difusor colocado na sua extremidade. Nos extintores de dióxido de carbono o difusor é geralmente de cor preta e de grandes dimensões.

Classes de Fogos
Existem extintores de vários tipos e capacidades e que utilizam diversos tipos de agentes extintores de acordo com a classe de fogo em que se enquadram os materiais combustíveis. Os fogos classificam-se em cinco classes, A, B, C, D e E, consoante o tipo de materiais de natureza combustível envolvidos no processo. Esta classificação servirá para seleccionar o tipo de extintor de incêndio mais adequado a cada situação. Assim:
Fogos de Classe A.
Fogos que resultam da combustão de materiais sólidos de natureza orgânica, normalmente com formação de “brasas”. Exemplos: madeiras, plásticos, papel, cartão, tecidos, etc. Para este tipo de fogos são adequados os seguintes tipos de agentes extintores: água, água com aditivos, água finalmente pulverizada ou em “nuvem”; pó químico seco do tipo ABC, espuma, dióxido de carbono (pouco eficaz) e agentes halogenados.
Fogos de Classe B.
Fogos que resultam da combustão de materiais sólidos liquidificáveis ou líquidos combustíveis. Exemplos: óleos, petróleo, gás,óleo, gasolina, éter, álcool, verniz, acetona, solventes, tintas, lubrificantes, massas lubrificantes, ceras, etc. Para este tipo de fogos são adequados os seguintes tipos de agentes extintores: água com aditivos e água em nuvem em alguns casos; pó químico seco do tipo ABC, pó químico seco do tipo BC, espuma, dióxido de carbono e agentes halogenados.
Fogos de Classe C.
Fogos que resultam da combustão de gases como o metano, gás natural, propano, butano, etano, acetileno, etc.. Para este tipo de fogos são adequados os seguintes tipos de agentes extintores: pó químico seco do tipo ABC, pó químico seco do tipo BC, dióxido de carbono e gases inertes.
Incêndios que resultam da combustão de metais alcalinos como o magnésio, pó de alumínio, sódio, urânio, titânio, etc. Para este tipo de fogos é adequado o agente extintor específico (geralmente um pó químico) para cada caso.
Fogos de Classe E.
Incêndios em equipamento eléctrico sob tensão. Para este tipo de fogos são adequados os seguintes tipos de agentes extintores: dióxido de carbono e outros tipos de gases inertes.



Exemplos de Extintores Portáteis

Vários tipos de extintores portáteis de incêndio (notar a cor vermelha do corpo dos extintores como norma)

Exemplos de extintores portáteis de pó químico em várias situações
Exemplos de extintores portáteis de CO2 para protecção de equipamento eléctrico


Exemplos de extintores móveis de incêndio (pó químico, 30 kg ou 50 kg de capacidade) Exemplos de instalações fixas de CO2 para protecção de equipamento eléctrico
(notar cor azul do corpo de extintor não regulametar no segundo caso)