quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Riscos em instalações e serviços com eletricidade:

10.2 - MEDIDAS DE CONTROLE
10.2.1 Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho.

10.2.2 As medidas de controle adotadas devem integrar-se às demais iniciativas da empresa, no âmbito da preservação da segurança, da saúde e do meio ambiente do trabalho.

CONCEITO DE RISCO

A noção de risco tem a ver com a possibilidade de perda ou dano, ou como sinônimo de perigo.

A palavra risco é utilizada em muitas áreas e com vários significados, como a matemática, a economia, a engenharia e o campo da saúde pública.

Nós adotaremos uma concepção abrangente de risco de interesse à saúde dos trabalhadores, significando toda e qualquer possibilidade de que algum elemento ou circunstância existente num dado processo e ambiente de trabalho possa causar dano à saúde, seja através de acidentes, doenças ou do sofrimento dos trabalhadores, ou ainda através da poluição ambiental.

Os riscos podem estar presentes na forma de substâncias químicas, agentes físicos e mecânicos, agentes biológicos, inadequação ergonômica dos postos de trabalho ou, ainda, em função das características da organização do trabalho e das práticas de gerenciamento das empresas, como organizações autoritárias que impedem a participação dos trabalhadores, tarefas monótonas e repetitivas, ou ainda a discriminação nos locais de trabalho em função do gênero ou raça.

É claro que a saúde dos trabalhadores é muito mais abrangente do que os riscos nos locais de trabalho, e tem a ver com as condições mais gerais de trabalho e vida, como salário, moradia, alimentação, lazer, existência de creche no trabalho e a participação nas decisões da sociedade.

Também é bom lembrar que o trabalho pode ser uma importante fonte de saúde, se é realizado de forma gratificante e num ambiente saudável.

Concentraremos basicamente na análise dos riscos presentes nos locais de trabalho, mas não devemos nos esquecer que esta análise deve considerar os aspectos mais gerais de interesse da saúde e vida dos trabalhadores.
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O termo risco é usado de diferentes formas por profissionais de saúde e segurança.


CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE RISCOS

Os riscos à segurança e saúde dos trabalhadores nesses setores são, via de regra, elevados podendo levar a lesões de grande gravidade e são específicos a cada tipo de atividade. Contudo, o maior risco à segurança e saúde dos trabalhadores é o de origem elétrica.

Devemos salientar que no ano de 2001 o maior volume de trabalhadores concentrou-se na distribuição de energia elétrica, cujo número de empregados das concessionárias era de aproximadamente 70.000 e suas prestadoras de serviços contavam com aproximadamente 280.000 empregados, totalizando 350.000 trabalhadores.

Contemplamos os principais riscos presentes nas atividades desenvolvidas nos setores elétrico e telefônico.
RISCOS DE ORIGEM ELÉTRICA

A eletricidade constitui-se em agente de elevado potencial de risco ao homem.

Mesmo em baixas tensões ela representa perigo à integridade física e saúde do trabalhador.

Sua ação mais nociva é a ocorrência do choque elétrico com conseqüências: diretas, e indiretas (quedas, batidas, queimaduras indiretas e outras).

Também apresenta risco devido à possibilidade de ocorrências de curtos-circuitos ou mau funcionamento do sistema elétrico originando grandes incêndios, explosões ou acidentes ampliados.

É importante lembrar que o fato da linha estar desenergizada não elimina o risco elétrico, tampouco se pode prescindir das medidas de controle coletivas e individuais necessárias, já que a energização acidental pode ocorrer devido a erros de manobra, contato acidental com outros circuitos energizados, tensões induzidas por linhas adjacentes ou que cruzam a rede, descargas atmosféricas mesmo que distantes dos locais de trabalho, fontes de alimentação de terceiros.

Arco voltaico

Constitui-se em outro risco de origem elétrica.

O arco voltaico caracteriza-se pelo fluxo de corrente elétrica através de um meio “isolante”, como o ar, e geralmente é produzido quando da conexão e desconexão de dispositivos elétricos e em caso de curto-circuito.

Um arco voltaico produz calor que pode exceder a barreira de tolerância da pele e causar queimaduras de segundo ou terceiro grau.

O arco elétrico possui energia suficiente para queimar as roupas e provocar incêndios, emitindo vapores de material ionizado e raios ultravioleta.

Campo eletromagnético

É gerado quando da passagem da corrente elétrica alternada nos meios condutores. Os efeitos danosos do campo eletromagnético nos trabalhadores manifestam-se especialmente quando da execução de serviços na transmissão e distribuição de energia elétrica, nas quais empregam-se elevados níveis de tensão. Os efeitos possíveis no organismo humano decorrente da exposição ao campo eletromagnético são de natureza elétrica e magnética.

Os efeitos do campo elétrico já foram mencionados acima. Quanto aos de origem magnética citamos os efeitos térmicos, endócrinos e suas possíveis patologias produzidas pela interação das cargas elétricas com o corpo humano.

Não há comprovação científica, porém há indícios de que a radiação eletromagnética criada nas proximidades de meios com elevados níveis de tensão e corrente elétrica possa provocar a ocorrência de câncer, leucemia e tumor de cérebro. Contudo certos que essa situação promove nocividade térmica (interior do corpo) e efeitos endócrinos no organismo humano.
Especial atenção aos trabalhadores, expostos a essas condições, que possuam em seu corpo próteses metálicas (pinos, encaixes, articulações), pois a radiação promove aquecimento intenso nos elementos metálicos podendo provocar as necroses ósseas, assim como aos trabalhadores portadores de aparelhos e equipamentos eletrônicos (marca-passo, auditivos, dosadores de insulina, etc..), pois a radiação interfere nos circuitos elétricos e poderão criar disfunções e mau funcionamento desses.

RAIOS.

A descarga atmosférica, popularmente conhecida como raio, faísca ou corisco, é um fenômeno natural que ocorre em todas as regiões da terra. Na região tropical do planeta, onde está localizado o Brasil, os raios ocorrem geralmente junto com as chuvas.



Como os raios se formam

Durante as tempestades observa-se uma queda da temperatura e um aumento da umidade relativa do ar, o que diminui suas propriedades dielétricas. Ao mesmo tempo, o movimento das nuvens provoca um aumento do potencial elétrico entre elas e o solo. Esses dois fatores contribuem para eventual movimento de cargas elétricas entre nuvem e solo, isto é, uma descarga elétrica de curta duração mas de alta intensidade.

PARA-RAIOS

O pára-raios nada mais é que um elemento metálico situado a determinada altura e eletricamente ligado a terra, de forma que as descargas ocorram pelo caminho mais fácil, protegendo as suas imediações.

O captor mais usado atualmente é o tipo Franklin, que consiste de um conjunto de algumas hastes pontiagudas para facilitar a condução, montado em um mastro vertical.

Até certa época, foram usados tipos semelhantes, mas com adição de material radioativo que, segundo os fabricantes, aumentava o raio de ação. Não são mais permitidos devido aos riscos inerentes.

Em alguns casos são também usados fios horizontais como captores, mas esta forma não está no escopo desta página.

Campo de proteção.

Campo de proteção de um captor Franklin em mastro vertical.
É dado pelo cone com vértice no captor, com geratriz que faz ângulo de 60º com a vertical (para níveis de proteção maiores este ângulo deverá ser menor).
Assim, r = h  3

A figura abaixo mostra a instalação padrão com apenas 1 captor. Entretanto, o número de captores deve ser dado em função da área a proteger conforme critério anterior.
Todo o prédio e áreas a proteger devem estar dentro do campo de proteção.

O cabo de descida é normalmente de cobre, com seção não inferior a 35 mm2.
Como regra geral, a descida deve ser a mais direta possível, com o mínimo de curvas. Essas, quando necessárias, devem ter raio mínimo de 20 cm.
Não deve haver emendas, exceto para os conectores indicados, próximos ao solo, que permite separar as partes para medições do aterramento.
Os espaçadores devem ser usados a cada 2 m no máximo e devem proporcionar um separação mínima de 20 cm entre cabo e prédio ou outras partes.


Aterramento

Define-se como um sistema formado por hastes verticais, cabos ou ambos, que permite a fácil condução da corrente recebida pelo captor para o solo.


O principal parâmetro a considerar é a resistência do aterramento (definida conforme normas), que não deve ser superior a 10 ohms para uso geral e 1 ohm para prédios com explosivos ou inflamáveis.

Ela depende das dimensões e características construtivas do sistema (também chamado malha de terra) e da resistividade do solo, que depende da sua natureza geológica e de outros fatores como temperatura, umidade, sais dissolvidos, etc.

A tabela a baixo dá valores médios para os tipos mais comuns de solo.A variação é grande para um mesmo tipo de solo.

Assim, o ideal é efetuar medições em diversas épocas do ano para definir o melhor valor a considerar.


PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE RAIOS

1-É perigoso tomar banho em chuveiros elétricos durante as tempestades?
Sim. O chuveiro elétrico está ligado à rede elétrica que alimenta a residência e se um raio cair próximo ou sobre a mesma poderemos ter o aparecimento de "voltagens" perigosas na fiação e a pessoa que está tomando banho pode tomar um choque elétrico.
2-Não devemos operar aparelhos elétricos e telefônicos durante as tempestades?
Não, pelo mesmo motivo apresentado no caso de tomar banho. Os aparelhos elétricos e telefônicos estão ligados a fios, que podem ter suas "voltagens" elevadas quando há queda de um raio sobre ou perto das redes telefônicas e elétricas, ou mesmo no caso de um raio que caia sobre a casa.
3-É possível se proteger contra os raios?
Sim. A adoção de medidas de segurança pessoal minimiza bastante os perigos provocados pelos raios. A maior parte dos acidentes ocorre com pessoas que estão em locais descampados. Raramente temos acidentes com pessoas dentro de edificações durante as tempestades com raios:
 Evite ficar em locais descampados e descobertos;
 As casas, edifícios, galpões, carros, ônibus e trens são locais seguros;
 Dentro de uma edificação, procure ficar afastada (no mínimo um metro) de paredes, janela, aparelhos elétrica e telefônica;
 Evite tomar banho em chuveiro elétrico e operar aparelhos elétricos e telefônicos;
 Ficar em baixo de uma árvore alta e isolada é muito perigoso, no entanto procura abrigo dentro de uma mata fechada é seguro;
 Se estiver em local descampado, não carregue objetos longos, tais como guarda-chuva, vara de pescar, enxada, ancinho, etc;
 Não entre dentro de rios, lagoas e mar;
 Não opere trator ou qualquer máquina agrícola que não tenha cabine metálica fechada;
 Evite ficar perto de cercas e estruturas elevadas (torre, caixa d'água suspensa, árvore alta, etc.);
4-É possível proteger equipamentos elétricos e telefônicos contra raios?
Sim. Existem protetores especiais que devem ser instalados nas tomadas e nos telefones. Em dias de tempestade é aconselhável desligar os equipamentos das tomadas.
5-É possível proteger casas e edificações contra raios?
Sim. A norma brasileira NBR 5419 - Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas - Jun/93, estabelece os critérios e procedimentos para a instalação de pára-raios em casas e edificações.

6-Existem os raio e o corisco?
Raio e corisco são nomes popularmente utilizados para designar as descargas atmosféricas.
7-O que é "raio-bola"?
É um tipo de raio muito raro. Ele tem o formato de uma bola de fogo, que fica flutuando no ar e algumas vezes ele explode, podendo provocar queimaduras em animais e pessoas próximas.
8-Caem mais raios em locais rochosos?
Não existe evidência científica de que o tipo de terreno influencie no número de raios que caem. O que sabemos é que em locais elevados caem mais raios de que em locais mais baixos.
9-Redes elétricas que cortam fazendas aumentam os riscos com raios?
Um raio que cai sobre uma rede elétrica, provavelmente cairia no mesmo local do terreno, mesmo se não existisse a rede elétrica. Como a rede elétrica se destaca, ou seja, ela acostuma ser um ponto elevado sobre o terreno, raio que iriam cair no solo ou sobre árvores acabam caindo sobre a rede.
O perigo que a rede elétrica traz é devido ao fato dela estar ligada à instalação elétrica de casas e edificações. Um raio que cai na rede elétrica ou nas suas proximidades acaba provocando o aparecimento de "voltagens" perigosas na fiação das edificações.
Quando um rebanho inteiro morre devido a um raio próximo a uma cerca, é devido ao próprio agrupamento dos animais ou à proximidade do rebanho da cerca.
10-O que atrai mais, o agrupamento de animais ou a cerca?
O que atrai o raio é a altura relativa do objeto ou animal em relação ao solo.
O raio sempre cai na estrutura mais alta.
Em muitos casos os animais são mais altos que a cerca e neste caso eles são pontos preferenciais para a queda de raios.
Como a altura dos animais e da própria cerca não é grande, eles não atraem muitos raios. As árvores isoladas, em geral, atraem mais raios que cercas e animais.
Mesmo no caso de uma cerca devidamente protegida (aterrada e seccionada), se um raio cair sobre ela e se junto dela estiver um rebanho, provavelmente o resultado será catastrófico.
O raio que cai diretamente na cerca emergiza apenas um trecho dela, ou seja, o seccionamento e aterramento evitam a energização de toda a cerca. Apenas os animais junto ao trecho de cerca energizado correm grandes riscos.

OUTROS RISCOS

Riscos de queda

Constitui-se numa das principais causas de acidentes nos setores elétricos, sendo característico de diversos ramos de atividade, mas muito representativo nas atividades de construção e manutenção do setor de transmissão e distribuição de energia elétrica e de construção e manutenção de redes telefônicas.

As quedas ocorrem em conseqüência de choques elétricos, de inadequação de equipamentos de elevação (escadas, cestos, plataformas), inadequação de EPI, falta de treinamento dos trabalhadores, falta de delimitação e sinalização do canteiro do serviço nas vias públicas e ataque de insetos.

RISCOS NO TRANSPORTE E COM EQUIPAMENTOS

Neste item abordaremos riscos de acidentes envolvendo transporte de trabalhadores e a utilização de veículos de serviço e equipamentos.

Citamos como exemplo:

Veículos a caminho dos locais de trabalho em campo.

Para tanto é comum o deslocamento diário dos trabalhadores até os efetivos pontos de prestação de serviços.

Esses deslocamentos expõem os trabalhadores aos riscos característicos das vias de transporte, sendo muitas vezes realizados em carroçarias abertas ou em condições inadequadas potencializando esses riscos.

Um agravante, também, da condição de risco é situação em que o motorista exerce outra função além dessa, ou seja, múltipla função.

Como exemplo, é atribuída ao motorista a função de dirigir e inspecionar a linha, para encontrar pontos que demandam reparos ou manutenção, tarefas estas incompatíveis.

Veículos e equipamentos para elevação de cargas, cestas aéreas e cadeiras.

Nos serviços de construção, instalação ou manutenção em linhas redes elétricas e de telefonia nos quais são utilizados cestos aéreos, cadeiras ou plataformas, além de elevação de cargas (equipamentos, postes) é necessária a aproximação dos veículos junto às estruturas (postes, torres) e da grua junto das linhas ou cabos.

Nestas operações podem acontecer graves acidentes e exigem cuidados especiais que vão desde o correto posicionamento do veículo, o seu adequado travamento e fixação, até a precisa operação da grua, guincho ou equipamento de elevação.

Além das situações acima descritas, agravam os riscos a utilização de veículos improvisados.

Riscos de ataques de insetos


Ataques de insetos, tais como abelhas e marimbondos, ocorrem na execução de serviços em torres, postes, subestações, leitura de medidores, serviços de poda de árvores e outros.



Ataque de animais

Ocorre, sobretudo nas atividades de construção, supervisão e manutenção em redes de transmissão em regiões silvícolas e florestais.

Atenção especial deve ser dada à possibilidade de picadas de animais peçonhentos nessas regiões.
Também é freqüente no setor de distribuição de energia com os trabalhadores leituristas domiciliares, que são normalmente atacados por animais domésticos.


Riscos em ambientes fechados

Os trabalhos em espaços fechados, como caixas subterrâneas e estações de transformação e distribuição, fechadas, expõem os trabalhadores ao risco de asfixia por deficiência de oxigênio ou por exposição a contaminantes, tanto nas atividades do setor elétrico como no setor de telefonia.

Nestes ambientes pode ocorrer a presença de gases asfixiantes (ex: monóxido e dióxido de carbono) e/ou explosivos (ex: metano, vapores de combustíveis líquidos).

Estes contaminantes originam-se por formação de gases orgânicos oriundos de reações químicas nos esgotos e presença de agentes biológicos de putrefação existentes nesses ambientes, e, ainda, de vazamentos de combustíveis dos tanques subterrâneos de postos de abastecimento e da canalização de gás combustível.

Além desses riscos, nos trabalhos executados em redes de distribuição de energia elétrica e de telefonia subterrâneas, devido à proximidade com redes de esgoto e locais encharcados, existe a possibilidade de contaminação por agentes biológicos.

Riscos ergonômicos

São significativos, nas atividades do setor elétrico e telefônico os riscos ergonômicos, relacionados aos fatores:

Biomecânicas - posturas não fisiológicas de trabalho provocadas pela exigência de ângulos e posições inadequadas dos membros superiores e inferiores para realização das tarefas, principalmente em altura, sobre postes e apoios inadequados, levando a intensas solicitações musculares, levantamento e transporte de carga, etc.

Organizacional - pressão no tempo de atendimento a emergências ou a situações com períodos de tempo rigidamente estabelecidos, realização rotineira de horas extras, trabalho por produção, pressões da população com falta do fornecimento de energia elétrica.

Psicossociais – elevada exigência cognitiva necessária ao exercício das atividades associada à constante convivência com o risco de vida devido à presença do risco elétrico e também do risco de queda (neste caso, sobretudo para atividades em linhas de transmissão, executadas em grandes alturas).

Ambientais – representados pela exposição ao calor, radiação, intempéries da natureza, agentes biológicos, etc.

Calor. Nas atividades desempenhadas em espaços fechados ou em subestações (devido à proximidade de conjunto de transformadores e capacitores).

Radiação solar. Os trabalhos em instalações elétricas ou serviços com eletricidade quando realizados em áreas abertas podem também expor os trabalhadores à radiação solar.

Como conseqüências podem ocorrer queimaduras, lesões nos olhos e até câncer de pele, provocadas por radiação infravermelho ou ultravioleta.

Ruído. Presente nas usinas de geração de energia elétrica, devido ao movimento de turbinas e geradores. Ocorre também em estações e subestações de energia, decorrente do funcionamento de conjunto de transformadores, como também da junção e disjunção de conectores, que causam forte ruído de impacto.

Ascarel ou bifenis policlorados (PCB). Seu uso como líquido isolante em equipamento elétrico (ex: capacitores, transformadores, chaves de manobras e disjuntores) tornou-se bastante difundido porque, além de apresentar boas qualidades dielétricas e térmicas, é resistente ao fogo.

Apesar do uso desse produto estar proibido, transformadores e capacitores antigos podem contê-lo. Exposição dos trabalhadores pode ocorrer em atividades de manutenção executadas em subestações de distribuição elétrica e em usinas de geração, por ocasião da troca ou recuperação desses equipamentos, em especial, quando do descarte desse produto.

Acidentes com vazamento de ascarel já ocorreram e encontram registro no nosso país.
Os danos à saúde causados pelo ascarel estão relacionados aos processos genéticos da reprodução, funções neurológicas e hepáticas.
Ainda, é considerado como provável carcinogênico.

UMIDADE.

A umidade existente no ar é produzida a partir de diversos tipos de fontes.

Os alimentos que estão sendo cozidos produzem grande quantidade de vapor de água.
No processo de respiração desenvolvida pelos animais, inclusive o ser humano, é produzido uma quantidade considerável de vapor de água.

Quando a temperatura ambiente sobe, nosso organismo produz o suor como forma de resfriar o nosso corpo.

O Banheiro produz muito vapor de água. Quanto mais quente e demorado for o banho mais vapor de água é produzida.

As plantas, vasos, aquários também produzem vapor de água.

Como a umidade afeta o nosso organismo:

Quando aumenta a umidade do ambiente, o nosso corpo perde a capacidade de suar. Aumenta a dificuldade de respirar e o corpo se sente sufocado.

Quando aumenta a umidade do ar, o nosso corpo transpira menos, o suor se condensa na pele e sentimos mais calor ainda.

Quando aumenta a umidade do ambiente aumenta as condições biológicas para os micro-organismos se desenvolverem.

Daí surgem mais Bactéricas, Fungos e Mofos.

Quando a umidade abaixa, o ar fica mais seco e, mesmo com a temperatura elevada, não sentimos tanto calor assim.

Quando surgem os micro-organismos, surgem também as traças.

RISCOS ADICIONAIS

Riscos Adicionais: todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos elétricos, específicos de cada ambiente ou processos de Trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde no trabalho.

Temos como exemplo:

Materiais de limpeza, materiais elétricos em desuso e equipamentos armazenados em cabines de força.
 Veículo de transporte de pessoal inadequado.
 Terceiros na área de trabalho.
 Som alto na área de trabalho.
 Desavenças com colegas.
 Dividas.
 Etc.