terça-feira, 29 de setembro de 2009

COMPORTAMENTO SEGURO

A experiência demonstra que não é suficiente trabalhar somente com estratégias para se conseguir um ambiente de trabalho seguro. O ideal é que se estabeleça a combinação de estratégias com programas de capacitação e de relacionamento e que ela possa estar alicerçada nos aspectos individuais, na organização e em políticas de trabalho.

Aspectos individuais

Sabemos que indiferentemente do nível em que estejam enquadrados os trabalhadores, seus variados costumes, atitudes, conhecimentos, até mesmo suas condições físicas e mentais, modificam-se de tempo em tempo na medida em que neles se aprofundam:

A experiência
A capacitação
A idade e condições físicas
O estresse
Seus interesses pessoais
A satisfação no trabalho
A vida fora do trabalho
Suas ambições e satisfação no trabalho
Suas atitudes
A motivação no trabalho
Suas ações
O conhecimento
A percepção

Atitudes:

A resposta de uma pessoa a uma situação é denominada de atitude. As atitudes são reflexos de variados fatores que incluem características de personalidade, ansiedade, experiências, expectativas e algumas noções de comportamento repassadas até mesmo por colegas.
A cultura de uma organização e as relações entre colegas, seus dirigentes, e mesmo a organização como um todo, têm uma profunda influência nas atitudes, as quais podem derivar para o bem ou para o mal.

Motivação:
A força que estimula uma pessoa a tomar uma atitude chama-se motivação. As pessoas são motivadas pelos seus desejos ou por seus impulsos.
Como podemos motivar uma pessoa para que ela adote o comportamento seguro?
Desenvolvendo sua percepção relacionada com os riscos;
Difundindo amplamente informações sobre acidentes;
Afixando cartazes com informações sobre atitudes inseguras;
Exigindo o comprometimento com as normas de segurança;
Estimulando a apresentação de sugestões que visem o aprimoramento das medidas de prevenção.

Percepção:

As pessoas tendem a ter percepções equivocadas sobre os riscos. Considerar que a ausência de acidentes seja a garantia que eles jamais ocorrerão é, por si só, um comportamento inseguro.
A organização

A adoção e o desenvolvimento da mentalidade de que a Segurança seja efetivamente um setor da mais elevada importância dentro de uma empresa, depende de seus dirigentes.
Essa cultura ou mentalidade torna-se concreta quando são levadas em consideração a:

Competência

Identificar e desenvolver habilidades de forma sistemática através de adequado programa de capacitação.

Controle

Demonstrar comprometimento através da montagem de uma estrutura organizacional com objetivos claros.

Cooperação

Estabelecer uma atmosfera de trabalho em que todos estejam efetivamente envolvidos na melhoria constante.

Comunicação

Divulgar informações relacionadas com os riscos, planos, objetivos, etc. e ficar atento ao retorno dos resultados frutos da adoção dessa política. Criar um clima no qual as pessoas estejam sempre estimuladas em trazer notícias a respeito dos perigos, dos incidentes e das lesões.


Políticas de trabalho

Meios seguros de trabalho

Pode até parecer óbvio, mas ninguém pode trabalhar de uma maneira segura se o sistema de trabalho não oferecer as devidas condições de segurança. As medidas de prevenção, os treinamentos etc., por si sós não substituem um sistema de trabalho seguro. Exemplo: a preparação para as emergências, a rígida obediência às determinações de uma PET, no caso de trabalho em espaço confinado, os bloqueios e etiquetagens etc.

Ergonomia

Os problemas surgem, muitas vezes, naquela fase de adaptação dos recém-admitidos, principalmente quando as condições não são as mais adequadas.
Numa planta, a localização deficiente das máquinas, o fluxo de produtos etc., ocasionam certos incidentes.
Infelizmente o corpo humano não pode se adaptar a tudo. As pessoas são diferentes e têm limitações.
A razão de ser da ergonomia é compreender a anatomia, fisiologia e psicologia das pessoas, e inseri-las no trabalho levando esses princípios em consideração. Assim, podem-se melhorar tanto o bem-estar do trabalhador como a sua eficiência.




Tomada de decisões

Tomar decisões pode ser uma atitude estimulante, mas em alguns casos pode ser estressante e, em decorrência, gerar problemas. Devemos levar em consideração o seguinte:
A capacidade individual
A complexidade do trabalho
O grau de automatização da tarefa a ser cumprida
A percepção pessoal do risco
A disponibilidade de informação ou colaboração

Procedimentos e instruções

Os procedimentos escritos são muitas vezes ignorados ou mal interpretados. As instruções devem ser:
Claras e objetivas
Verificar o cumprimento das determinações.

O ambiente de trabalho

As condições inadequadas de trabalho geradas pela presença de riscos físicos como o calor, o frio, ruído, iluminação deficiente etc., podem comprometer qualquer plano de desenvolvimento de medidas voltadas para segurança do trabalhador.

Horário de trabalho

Determinados horários de trabalho podem afetar a forma de atuar do trabalhador. Investigações têm mostrado que no trabalho noturno a incidência de acidentes aumenta. Os horários muito prolongados provocam fadiga que, por sua vez, geram acidentes.

O ERRO HUMANO

O erro humano, outro parâmetro, está relacionado tanto com os Aspectos Individuais como com a Organização e com as Políticas de Trabalho. Dentre os fatores que ocasionam os erros humanos estão:

Falta de atenção

A concentração do trabalhador pode diminuir quando ele está cansado ou quando realiza um trabalho monótono ou rotineiro. A experiência demonstra que as pessoas nem sempre trabalham como o bom senso indica.

Equívocos

Muitos acidentes decorrem de equívocos. Acontecem mais freqüentemente quando a segurança relacionada com a execução de uma tarefa depende de várias pessoas.

Interpretação incorreta de uma informação

Procedimentos deficientes nos sistemas de controle, nas extinções de incêndio, nas saídas de emergência etc., têm provocado acidentes.




Desrespeito às normas

Alguns deles são considerados de “rotina”, como dirigir acima dos limites estabelecidos, como quase todo mundo faz.

CONCLUSÃO

De acordo com o que expusemos, não há um único caminho que nos possa levar ao comportamento seguro. No entanto podemos dizer que os procedimentos abaixo podem ajudar bastante:
Definir claramente as responsabilidades;
Explicitar o reconhecimento àqueles que souberam cumprir as recomendações;
Facilitar o comportamento seguro, eliminando obstáculos;
Facilitar o entendimento do trabalhador sobre o porquê do estabelecimento das “exigências”;
Realizar treinamento para reduzir a possibilidade de erros.

Comunicação interpessoal

A comunicação interpessoal é um método de comunicação que promove a troca de informações entre duas ou mais pessoas.

Cada pessoa, que passamos a considerar como, interlocutor, troca informações baseadas em seu repertório cultural, sua formação educacional, vivências, emoções, toda a "bagagem" que traz consigo.

O processo de comunicação prevê, obrigatoriamente, a existência mínima de um emissor e de um receptor.

Cada qual tem seu repertório cultural exclusivo e, portanto, transmitirá a informação segundo seu conjunto de particularidades e o receptor agirá da mesma maneira, segundo o seu próprio filtro cultural.

A fim de minimizar esses choques culturais, convencionou-se ferramentas e meios de múltiplas utilizações que passam a ser usados pelas pessoas na comunicação interpessoal.

Como exemplo de ferramenta, podemos considerar a fala, a mímica, os computadores, a escrita, a língua, os telefones e o rádio.

Como em todo processo de comunicação, os ruídos existentes devem ser minimizados pelo melhor nível de qualidade que o emissor possa dispor e o receptor deve se portar da maneira mais aberta para receber a informação em questão.

A escolha dos meios de comunicação e a utilização das ferramentas disponíveis devem ser observadas de modo a facilitar todo o processo com o menor índice de ruídos possível.

Uma vez transmitida a informação, o receptor a processa e, segundo seus objetivos transforma-a em conhecimento.

O importante na comunicação interpessoal é o cuidado e a preocupação dos interlocutores na transmissão dos dados ou das informações em questão para que se obtenha o sucesso no processo desejado.

O sucesso na comunicação não depende só da forma como a mensagem é transmitida, a compreensão dela é fator fundamental, lembre-se que vivemos em sociedade de cultura diversificada, e o que às vezes parece obvio para você para seu interlocutor não é. Devemos sempre ser objetivos e claros na nossa comunicação, nunca presumindo que “ele já sabe, e não preciso ficar explicando, porque isso é obvio.” A comunicação depois de transmitida de forma correta ao seu interlocutor, deve ter um acompanhamento para ele saber se está agindo de forma correta, ou se precisa corrigir ou melhorar, esse processo chamamos de feedback.

Dicas de atendimento por telefone

Problemas de comunicação

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO EFICAZ NO SÉCULO XXI

A comunicação, desde os primórdios, é um instrumento de integração, instrução, troca mútua e desenvolvimento entre as pessoas em quaisquer atividades realizadas. Com o passar dos tempos, este novo milênio vem exigindo cada vez mais das peculiaridades e capacitações do ser humano, sendo a forma como nos comunicamos a ferramenta mais importante no processo de expansão das organizações em todo o mundo.

A partir da primeira metade dos anos 90 o contexto social mercadológico passou por incríveis mutações, em decorrência das mudanças sociais, políticas e econômicas. A globalização, essa transformação social maciça na realidade capitalista, acirrou a competitividade entre as corporações, e também entre as pessoas, à procura de estabilidade financeira e mercantil.

Neste sentido, a sociedade globalizada atual demanda que o profissional atue cada vez mais em equipe e transpareça naturalidade, segurança, persuasão, credibilidade e fidedignidade, levando as empresas a oferecer mais transparência na prestação de serviço.

Um outro efeito deste processo macroeconômico é a necessidade de segurança na transmissão de informações a clientes e parceiros, dado a insegurança geral em que vivemos. Para tanto, a contratação de profissionais exige que estes sejam cada vez mais especializados em comunicação, capaz de realizar mediações entre diferentes públicos internos e externos respondendo as expectativas da assistência, de uma forma objetiva e coerente.

A pluralidade mercadológica, a competitividade social, a busca acirrada pelo desenvolvimento de produtos e marcas com qualidade e funcionalidade respondendo as expectativas de consumo, necessita de profissionais capacitados com um bom exercício da comunicação, sendo este profissional capaz de oferecer informações reais que atendam as solicitações do consumidor o deixando altamente seguro do produto que adquiriu.

Para tanto é preciso investir em atualização, pós-graduação, redefinir políticas, estratégias e metas por parte da empresa, bem como recorrer a assessorias e consultorias por profissionais capacitados a diagnosticar falhas, a gerenciar conflitos e a propor soluções.

Neste sentido, por meio de consultorias. assessoria e treinamentos, por exemplo, podemos conhecer o perfil comunicativo de determinada empresa e traçar um planejamento para desenvolver ou simplesmente lapidar as habilidades comunicativas dos colaboradores em prol da credibilidade e efetividade nas relações e negociações da corporação.

Por meio de consultorias, internas ou externas, levanta-se o perfil do contribuinte, e as competências que deveria possuir na área de comunicação. Após o diagnóstico, trabalham-se os pontos falhos e potencializam-se as habilidades comunicativas existentes em cada indivíduo, que muitas vezes não são valorizadas no cotidiano sistêmico em que este está inserido.
Mas será que atualmente este cuidado com as informações e meios comunicativos de multimídia de grande massa é realizado? Vejamos, quando você liga na central de atendimento ao consumidor daquele cartão de crédito que adquiriu. Atende uma gravação, normalmente com uma voz feminina, que oferece um menu de opções, no entanto, algumas vezes as opções não correspondem ao seu desejo, então você aguarda até a opção fale com um “dos nossos atendentes”.

Coloca-se em prática um exercício de paciência e educação, afinal de contas, o consumidor deseja que todas as suas dúvidas sejam sanadas por meio de respostas rápidas. Mas não acaba por aí, você é obrigado a escutar uma musiquinha e ficar com o telefone ocupado por alguns, quando não muitos, minutos.

Após um tempo, o atendente informa o seu nome, menciona que a gravação está sendo registrada e você já prestes a explodir por ficar ao telefone com pendências outras a resolver, verbaliza sua insatisfação por algum serviço prestado, então o atendente diz que não pode resolver, que a central não é a responsável por aquele tipo de informação e sugere que ligue novamente e digite a tecla “x”. Neste momento sua paciência foi para o espaço! Você já pagou por um produto, e sabe que ao invés de resolver seu problema a preocupação do atendente é cumprir uma meta de ligações que pouco tem haver com sua satisfação. Não adianta nem explodir com o atendente, que é em última análise, menos que um parafuso nesta máquina de moer gente.

Neste cenário corriqueiro brasileiro, as empresas ainda pecam no atendimento, principalmente na pós-venda, esquecendo que o termo comunicação significa “colocar em comum”, compartilhar informações e idéias. E todos aqueles valores, competências, “know how” empresarial mencionado, aliás, compartilhado, no momento do atendimento para a venda, não existem mais. Sendo substituídos por insatisfação, falta de credibilidade e respeito.

Por meio de estratégias comunicativas elaboradas conjuntamente por uma equipe transdisciplinar de profissionais da comunicação, pode-se propiciar a integração e motivação de todas as equipes; capacitar os participantes a realizar boas apresentações, de forma a elaborar e organizar o discurso de forma objetiva, com início, meio e fim; fazendo uso da palavra de forma lícita a identidade da empresa. Afinal de contas, saber O QUE falar é tão importante como saber COMO falar.

É importante conscientizar as empresas sobre a importância da comunicação empática e natural, seja através das palavras, seja através do corpo; demonstrar posturas, formas de apresentação e vestimentas adequadas a cada contexto, desta forma, se obtém o equilíbrio entre pensamento, fisiologia corporal e coerência ao contexto situacional. Afinal de contas, todos os funcionários são a imagem de uma empresa, mesmo aqueles que não realizam o atendimento direto ao cliente.

A comunicação empresarial advém com múltiplas estratégias comunicativas, com visão e ação transdisciplinar, a qual objetiva a maximização da informação, sendo esta congruente com os valores, visão e missão da empresa, bem como com as estratégias, planejamentos e ações daqueles que compõe a corporação. Neste sentido há a eclosão da comunicação eficaz, principal ferramenta inter-relacional entre funcionários, clientes, fornecedores e parceiros nos processos de negociação.

A comunicação no século XXI deve ser concebida de forma holística, sendo uma ferramenta estratégica de suporte administrativo para quaisquer setores da empresa. É esta comunicação a maior aliada à ausência de erros e conflitos empresariais considerada em extinção. A responsabilidade por oferecer uma boa informação e instrução de ação deve ser incorporada e homogênea, por todos os funcionários de uma organização, instituição ou corporação. Afinal de contas ficar horas ao telefone esperando por respostas medíocres e insatisfatórias não é o que você deseja, não é mesmo?

Comunicação Interpessoal: fator de desenvolvimento

Comunicação é a base de todo o desenvolvimento pessoal e organizacional capaz de modificar pessoas e mercado. É através dela que conseguimos estabelecer relacionamentos e obter maiores resultados no trabalho e na vida pessoal. Um dos principais fatores para o comunicar-se de maneira eficaz é saber lidar com aspectos comportamentais, hoje em dia um profissional precisa não apenas de conhecimentos e habilidades nas práticas, mas precisa ser um gestor capaz de planejar, executar e controlar, tais atividades que dependem exclusivamente de uma boa comunicação interpessoal.

Segundo pesquisas o poder da comunicação não se estabelece apenas em palavras, 93 % desse poder está na comunicação não-verbal. Pois não importa o que dizem suas palavras se sua postura estiver transmitindo algo diferente. Por exemplo, se você fala com uma pessoa e ela não presta atenção na conversa (não olha), logo concluirá que sua conversa ou não estar sendo agradável, ou não está sendo interessante. Um outro aspecto é o saber ouvir, que depende exclusivamente de três canais: ouvidos, olhos e coração. Saber ouvir significa ouvir não apenas as palavras, mas a maneira como elas são ditas, conteúdo, linguagem e o sentimento transmitido pelo interlocutor. Portanto, o tom da voz e a expressão corporal representam 38%, enquanto que, o que vemos representa 55% e apenas 7% representa o conteúdo lingüístico. O importante é que em qualquer situação ou em qualquer desses aspectos acima citados, as mensagens sempre terão um destino, seja para um emissor pretendido ou não.
Segundo David K. Berlo, em seu livro O Processo da Comunicação, todas as experiências requerem comunicação. Damos e recebemos ordens, fazemos pedidos, atendemos a pedidos de outros. Aprendemos sobre fatos, como coisas são feitas, destruídas e modificações. Quando amadurecemos, começamos a estudar os próprios sistemas de comunicação: as organizações sociais, as relações econômicas, os valores culturais, todos construídos pelo homem usando como instrumento os comportamentos de comunicação.

Portanto a eficiência da comunicação interpessoal, pode gerar bons resultados, desde que haja uma equalização de linguagem, fazendo com que os profissionais tenham comprometimento com os objetivos e metas da organização. Lembrando que, a comunicação precisa ser vista como uma atividade sistêmica, ou seja, permanente e não corretiva.
Renata Nogueira

Consultora da Deloitte Touche Tohmatsu

Comunicação-Riva Salsztein

Meios de comunicação - a sua evolução

Novas formas de comunicação

Cerebro da comunicação

História da comunicação

Comunicação não verbal

METODOS DE TRABALHOS

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

visitantes


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

As 17 incontestáveis leis de trabalhos em equipe


























































































































































































































































































































































































COMO VIVER COM PESSOAS INSUPORTÁVEIS

Não importa qual o ramo de atividade que exercemos, mais cedo ou mais tarde temos que conviver com pessoas com um temperamento difícil. O que fazer? Entrevistamos Bruna Gasgon, consultora em comunicação e recursos humanos, que criou apelidos para os tipinhos insólitos que aparecem nos escritórios e ensinar de uma maneira divertida como neutralizar as más influências.
"Pode ter certeza, em algum momento de sua vida você foi (ou é) insuportável para alguém. Então você tem que refletir sobre as suas atitudes para que o clima do escritório não piore".

Conheça os tipos mais comuns:

Brucutu
Sabetudo
Kid Tocaia
Frente Fria
Disque Problema
O Chato

Conheça os principais tipinhos difíceis de escritório e aprenda a lidar com eles:

Brucutu
Perfil:
É aquele que sente prazer especial em humilhar as pessoas, principalmente os subordinados. Ele grita, dá respostas grosseiras e parece que nem percebe o quanto magoa os que estão ao seu redor. Geralmente, ou você engole, ou vira brucutu também. Nenhuma das duas alternativas é interessante.
Por que ele é assim?
Um brucutu pode ter acordado com o pé esquerdo, estar de TPM, "a Tendência Para Matar", disse Bruna. Geralmente tratam mal os subordinados porque acham que têm poder suficiente para escapar de protestos.
O que fazer?
Quando alguém estiver explodindo com você, deixe que a pessoa fale tudo o que quer. "Espere acabar a corda", explica Bruna. Fique parado na mesma posição. "É estranho, mas em todas as pesquisas que fiz, quando alguém se move numa situação dessas, a pessoa que está explodindo fica ainda mais brava".
Finalmente, depois que o brucutu se calar, diga em um tom de voz calmo e baixo que você é um profissional, que merece ser respeitado e de gostaria muito que isso não acontecesse mais. "Pode acreditar, o brucutu se desmonta na hora porque ele percebe que reagiu de forma errada".

Sabetudo
Perfil
Sabe aquele chato que sempre te corta no meio de uma reunião porque ele tem certeza de que sabe muito mais sobre o assunto? Também é aquele que fica o tempo todo contando vantagem, falando da viagem sensacional que fez, do melhor restaurante da cidade que só ele conhece, do carrão que comprou.

Por que ele é assim?
Pessoas que tentam mostrar o tempo todo o como são melhores têm um profundo complexo de inferioridade, são muito inseguras, diz Bruna.

O que fazer?
Vire o melhor ouvinte do mundo. Não tente dizer que o seu é melhor ou que você não acha a nova camisa dele tão fantástica assim.. Quanto mais você der corda, mais ele vai querer se exibir.

Kid Tocaia
Perfil
O mais nocivo de todos. É aquele colega que faz de tudo para que você fique mal diante dos olhos do seu chefe e que comemora secretamente cada falha que ele vê em você. Fofoqueiro, costuma dar umas alfinetadas em você no meio de uma rodinha e depois solta um "eu tava brincando, amiga!".

Por que ele é assim?
O Kid Tocaia quer alguma coisa que você tem. Pode ser seu cargo, seu cabelo, seu namorado. São patologicamente invejosos.

O que fazer?
É preciso estar atento para que as mentiras espalhadas pelo Kid Tocaia não acabem com a sua imagem na empresa. "O mais complicado é segurar a vontade de sair no braço com o invejoso, mas não adianta revidar. Se você estiver explodindo, vá ao banheiro mais próximo e dê uns gritos de caratê para aliviar a tensão", aconselha Bruna.
Não adianta ficar remoendo o ódio, afinal de contas você não é culpado pela inveja do Kid. "Dedique-se ao seu lazer. Pegue um dia para dar um passeio sozinho. Não adianta ficar acumulando a raiva porque isso faz mal à saúde e atrapalha ainda mais o seu trabalho", disse a consultora.

Frente Fria
Perfil
Uma nuvem preta paira apenas sobre a cabeça dele. Tudo está ruim e a pessoa se sente tão mal com tudo e todos que contamina o escritório.

Por que ele é assim?
Os frente fria são pessoas muito melancólicas, que optaram por olhar sempre para o lado negativo das coisas. Sabe aquela história de ver que o copo está meio vazio?

O que fazer?
Não tente argumentar ou brincar de "Jogo do Contente". Eles vão inverter tudo que você disser e achar ainda mais "provas" de que o mundo vai acabar antes das seis da tarde. Principalmente, NUNCA mude seus planos por causa de uma opinião do frente fria.

Disque Problema
Perfil
Primo do frente fria, é viciado em reclamar. Se trocam os computadores, reclama que não vai saber mexer nos programas novos. Se pintam as paredes, reclama que o ambiente ficou muito claro.

Por que ele é assim?
Para essas pessoas, reclamar é um vício. É impressionante como eles conseguem estragar a melhor das intenções.

O que fazer?
Chame a pessoa para conversar e fale francamente o que você acha das atitudes dela. Não tente atacar, a conversa tem que ser bastante amigável. Você pode até começar brincando, chamando a pessoa de reclamona. "Na hora o Disque Problema pode fugir da conversa, mas com certeza no dia seguinte ele vai falar com você e tentar reclamar menos", disse Bruna.

O Chato
Perfil

Aquele que te enche em qualquer circunstâncias.

Te dá uma alfinetada aqui, outra lá, todas em tom de brincadeira. Não se manca, não tem simancol, não sabe quando parar, não percebe que as vezes você esta de mau humor e que pode se tornar mais grosseira do que a própria “brincadeirinha” que o chato fez. E pior, se você revida a grosseria da brincadeira que o Chato fez, ele te chama de grosseiro, não sabe brincar, é o bicho irritante da fauna profissional.

Por que ele é assim?

Pessoa mal amada, recalcada, cheias de problemas pessoais de aceitação e familiares. Quer tentar se “enturmar” e não percebe o quão CHATO é.

O que fazer?

Simplesmente….ignorar, porque ele sempre terá uma resposta atravessada. Ignore e sorria para outro companheiro de trabalho.

ARTE DE CONVIVER COM PESSOAS INSUPORTÁVEIS NO TRABALHO.

Video-O voo dos gansos

PORCO ESPINHO-A VIDA EM GRUPO PEDE ALTRUÍSMO

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos sentiram que se juntando em grupos, se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam mais calor.
E tornaram por isso a se afastar um dos outros.
Voltaram a morrer congelados.

Precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da face da Terra, ou aceitavam e aprendiam a conviver com os espinhos do semelhante.Com sabedoria decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.....
E assim terminaram sobrevivendo.

VIVER EM GRUPO PEDE ALTRUÍSMO E SABEDORIA

Os Lideres Vazios De Comportamentos Adequados

Os Lideres Vazios De Comportamentos Adequados
Pai e filho pescavam e conversavam na beira de um lago em um parque. Repentinamente o pai parou de falar, ficou atento, escutando e olhando para uma clareira e depois de um pequeno silêncio, perguntou: /"Filho, além do barulho da água e do cantar dos páss


Pai e filho pescavam e conversavam na beira de um lago em um parque. Repentinamente o pai parou de falar, ficou atento, escutando e olhando para uma clareira e depois de um pequeno silêncio, perguntou: /"Filho, além do barulho da água e do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?/"


O menino ficou em silêncio durante alguns segundos e respondeu: /"Estou ouvindo. Parece o barulho de uma carroça/".


O pai respondeu: /"Isso mesmo, filho, é uma carroça vazia/".


O garoto, intrigado, perguntou: /"Pai, como o senhor sabe que é uma carroça vazia, se você não a está vendo?/"


- Por causa do barulho que ela faz. Preste atenção no barulho dela: quanto mais vazia está a carroça, maior é seu barulho.


O menino tornou-se adulto e conta que até hoje se lembra daquele momento no parque com o pai: /"Quando vejo pessoas que agem com arrogância e prepotência, falando demais, gritando para mostrar seu poder, sempre querendo chamar a atenção, interrompendo a conversa dos outros, nesses momentos eu escuto a voz do meu pai dizendo: /"Quanto mais vazia está a carroça, maior é o seu barulho/".


Delegar É Confiar No Próprio Taco

Delegar é uma opção para gerentes que procuram resultados em grande escala. Pense pequeno, faça você mesmo, não delegue, e colha frutos menores; do contrário, delegue. Eis como as coisas costumam funcionar.

Para que a delegação flua, gerentes e equipes precisam observar três pré-requisitos:
(1) confiança recíproca;
(2) competência técnica e interpessoal para assumir a responsabilidade delegada;
(3) compromisso com metas comuns; e,
(4) comunicação em tempo real sobre o andamento das atividades delegadas.

Todos estes elementos são necessários. Exemplo: a falta de confiança por parte do gerente pode ocorrer independentemente da competência dos subordinados. O gerente simplesmente não delega, e se o faz, fica mais estressado e preocupado com o desenrolar do trabalho delegado do que se tivesse tomado a si a execução.

Agindo assim, perdem-se as vantagens propiciadas pela delegação e perde-se, igualmente, em termos de produtividade, dado que o gerente fará o trabalho de outro em prejuízo do próprio e os subordinados ficarão livres da incumbência, graças à boa ação do big boss ou se sentirão melindrados por não merecerem a devida confiança da parte do superior.

Assim, para não passear pela organização com os macaquinhos alheios nos ombros, (outro produto da não delegação), o gerente deve ter clareza sobre:

1. Coisas que só cabe a ele: fixar prioridades; gerir a equipe; criar disciplina; responder pela Área e pelos resultados da equipe perante os superiores e a empresa.

2. Coisas que deve fazer junto com a equipe: planejar; analisar problemas operacionais; aperfeiçoar os métodos de trabalho, produtos e serviços.

3. Coisas que deve delegar à equipe: auto-supervisão de tarefas inerentes aos cargos; resolução de problemas técnicos menos complexos que não requerem dispêndio de recursos não previstos no orçamento; representar o gerente em reuniões e/ou comissões técnicas em que o delegado tem igual ou maior conhecimento; orientar e treinar funcionários novos ou inexperientes.

Para que a teoria da delegação funcione é preciso compartilhar o poder com os subordinados devidamente capacitados e cuidar que as novas responsabilidades não os prejudiquem nas tarefas usuais do cargo. Delegar não é colocar alguém na frigideira e fritá-lo, seja por que carece de know-how para assumir a responsabilidade, seja devido a conflitos de prioridades entre o que é delegado e suas funções cotidianas.

Aliás, a capacidade de delegar e otimizar os resultados é a prova derradeira da eficácia gerencial. É o sinal inequívoco que o gerente formou uma equipe vencedora. Ou seja, selecionou as pessoas certas para as posições certas, propiciou orientação e treinamento, proveu feedback sistemático sobre a performance individual, avaliou o desempenho, promoveu o espírito e trabalho de equipe, assegurou os recursos organizacionais necessários para a execução das tarefas, acompanhou o dia-a-dia da equipe, não foi complacente com padrões de qualidade e produtividade medíocres e estimulou a iniciativa e a auto-supervisão.

Ufa! Não é a toa que muitos gerentes hesitam em delegar. Erroneamente, confiam no próprio taco, mais que no taco da equipe. Digo erroneamente, pois o principal culpado por uma equipe despreparada é o próprio gerente.

É por isso que gerenciar pessoas é uma arte difícil. E é por isso que vivemos repetindo que 80% dos resultados advém do esforço e talento de 20% dos recursos humanos. Sendo assim, estes 80 são na verdade bem menos do que poderiam ser se todos fizessem o que se espera deles.

O problema, caros leitores, é a régua. E aqueles que a mantém na média ou abaixo da média da performance máxima possível merecem uma boa e velha palmatória.


Autor: Eugen Pfister
Fonte:http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=10&canallocal=33&canalsub2=107&id=941

Diferenças Entre Chefe E Lider

Identifique nos quadros abaixo qual é a ação do Chefe Líder e qual é a ação do Chefe não Líder.

Identifique nos quadros abaixo qual é a ação do Chefe Líder e qual é a ação do Chefe não Líder.
Trata seus funcionários com respeito. Trata seus funcionários como simples executores de tarefas.

Diz: “Fomos nós que erramos”, assumindo também a responsabilidade quando tem participação no erro. Diz: “Foi fulano quem errou”, nunca assumindo responsabilidade pela sua participação.

Manda o funcionário executar a tarefa. Manda o funcionário executar a tarefa, dando as informações necessárias e apoio nas dificuldades.

Chama sua equipe e mostra o caminho certo para executar a tarefa. Não orienta, apenas exige a execução da tarefa corretamente.

Se um funcionário chegou atrasado diz: "o regulamento interno não permite..." Procura saber as razões do atraso e dá conselhos para o funcionário, verificando quando existe culpa.

Faz das relações humanas um mágico poder. Pouco se importa com os problemas de sua equipe.

Faz do trabalho um sacrifício. Faz do trabalho um prazer.

Ouve sugestões e compreende pontos de vista diferentes dos seus. Aceita idéias úteis vindas da equipe. É fechado e não aceita idéias da sua equipe.

Sabe reconhecer um trabalho bem efeito, elogiando sua equipe. Também faz críticas quando encontra erros. Está sempre criticando o trabalho e mostrando sua insatisfação.
Apoia o funcionário quando este tem razão, inclusive defendendo-o junto aos seus superiores. Concorda com seus superiores, mesmo sendo injusto e prejudicando os seus funcionários.

Trata todos os funcionários com igualdade, independente das qualidades e deficiências de cada um. Trata os funcionários de acordo com merecimento de cada um, recompensando e punindo com justiça.

É honesto e sincero, inspirando confiança, dando as informações necessárias e guardando para si apenas os assuntos confidenciais. Manipula os funcionários usando mentiras e escondendo informações de interesse da equipe.

Fala em NÓS. Fala em EU.

Trabalho Em Equipe: do Berço Ao Túmulo

O ser humano comprovadamente é um "animal" gregário. Basta observar os ambientes que freqüentamos ao longo de nossa vida:

Chegamos a este mundo no seio de uma família;

Os trabalhos de parto normalmente contam com uma equipe de profissionais de saúde;

Quando crescemos um pouco, vamos para a escola (começando cada vez mais cedo este processo de socialização);

Mais adiante, alguns prestam o serviço militar;

Outros, em paralelo, lutam para passar no vestibular;

Os que conseguem, convivem com colegas de classe na busca do tão sonhado "canudo";

Depois, vem o mercado de trabalho, que para alguns significa um vínculo de carteira assinada, mas para outros, variantes do emprego, desde o empreendedorismo, passando pela terceirização, contratos como interinos e temporários e até atividades informais da economia subterrânea;

É claro que a população economicamente ativa não vive só para o trabalho. Há espaço para o lazer, em sua maioria envolvendo atividades coletivas;

Muitos ainda participam de comunidades religiosas para cultivar seu lado espiritual;

E, finalmente, até por ocasião da morte, uma pessoa se encontra cercada de amigos e entes queridos num velório, dependendo de uma equipe para carregar seu caixão ao ser levado à sepultura.

Por tudo isso, apressadamente, poderíamos concluir que trabalhar em equipe é algo tão natural quanto o ato de respirar: fazemo-lo instintivamente até durante o sono.

É um interessante paralelo, pois, também a respiração pode ser aperfeiçoada. Vide os artistas e cantores que aprendem a utilizar seu diafragma e aprendem técnicas de impostação para obter um maior volume e qualidade da voz.

Assim, se quisermos aperfeiçoar nossa capacidade de trabalhar em equipe, há muito que aprender, não obstante, vivermos em sociedade com relações de interdependência desde que nos entendemos por gente.

Além disso, é importante não cairmos na generalização de que o trabalho em equipe constitui sempre a solução de todos os males, como uma verdadeira panacéia.

Há muitos mitos em torno do trabalho em equipe que precisam ser questionados e devidamente esclarecidos.

Também, neste assunto, se aplica o princípio de que o uso excessivo de um ponto forte (o trabalho em equipe, por exemplo) pode torná-lo vulnerável. Afinal, a diferença entre veneno e remédio é a dosagem.

AMÉRICO MARQUES FERREIRA

Consultor Sênior do MVC

Video - trabalho em equipe - As formiguinhas

Trabalho Em Equipe Uma Vantagem Competitiva

A idéia de se trabalhar em equipe surgiu no momento que o homem percebeu que a soma dos conhecimentos e habilidades individuais facilitariam o atingir dos objetivos. A mudança constante das informações e a necessidade de um maior conhecimento motivaram cada vez mais essa forma de trabalho, ou seja, fazer com que um grupo, formado por pessoas diferentes, tenha objetivos comuns.
A verdade é que nem todas as empresas conseguem isso: transformar grupos de trabalho em equipes vencedoras, pois, quando falamos em equipes de trabalho, estamos nos referindo ao somatório de forças que vem do conhecimento e experiência, contudo, ao falarmos na formação dessa equipe, começamos a mencionar pessoas.
Essa então é a grande sacada, porque pessoas são dotadas de sentimentos individuais, expectativas únicas, sem falar nas crenças, valores e identidade que cada um vai formando no decorrer da vida.
É fato que toda equipe necessita de um líder que seja capaz de orientar, mostrar caminhos e gerar grandes resultados. Ele deverá ser dotado de características, não somente técnicas, mas também comportamentais, como, por exemplo, ter carisma, humildade, sinceridade, ser preocupado e compreensivo. É dele a missão de inspirar, em seus colaboradores, a motivação para a conquista. O líder, portanto, é um modelo. Dessa forma, consegue envolver e comprometer as pessoas, transmitindo-lhes sinergia, amizade, companheirismo e satisfação. É, dessa forma, que nasce um time de vencedores, mantido, certamente, pela parceria de todos.
Cabe ressaltar também que as pessoas envolvidas necessitam resgatar valores como união, respeito, cooperação, participação, envolvimento e comprometimento. Esse resgate é fundamental, pois a sociedade como um todo está num processo quase cruel de individualismo.
JUNTOS SOMOS FORTES, nada mais verdadeiro do que esta frase. A sobrevivência de uma empresa está relacionada com o conceito que ela tem de união e como ela vai passar isso aos seus colaboradores. Com o trabalho em conjunto, as pessoas desenvolvem seu espírito de cooperação e é dele que nasce o mais nobre dos sentimentos, o afeto. A troca é matéria-prima em uma equipe e, nesse processo, todos, inconscientemente, se alimentam.
A verdadeira equipe equilibra egos, ensaia com afinco a humildade de cada colaborador, treina intensivamente o reconhecimento, incentiva, com firmeza, a satisfação de todos, zela pela paz e, finalmente, aposta no respeito e na transparência.
Equipes vencedoras são formadas por pessoas que não pensam somente em sua vitória pessoal, mas sim, no todo. Vibram pelas conquistas dos colegas e entendem que o sucesso deles é também seu. São pessoas capazes de perceber que aquilo que se obtém, não vem por acaso, mas sim pelo resultado do trabalho de todos. Assim, se desencadeia o autodesenvolvimento de uma organização. Procuram sempre evoluir, em busca das novidades e da participação com idéias criativas para serem implantadas, esforçam-se ao máximo para que toda a equipe cresça. Sabem que cada tarefa realizada é para o crescimento do todo, por isso, comprometem-se em todos os aspectos do trabalho. Têm consciência de que necessitam de constante atualização, para ampliar o seu conhecimento com cursos, treinamentos, independentes da empresa, e que o resultado disso será a melhoria individual e, principalmente, do time. Sentem-se gratificados por compartilhar o conhecimento adquirido com os demais. São dedicados, informados, sugerem abordagens que possam gerar lucros, visando à sustentação da equipe que passa a ter um crescimento constante.
Portanto, alimentar o trabalho em equipe, acima de tudo é uma questão de sobrevivência e exige dedicação e persistência. O resultado geral conquistado no conjunto de atitudes acentua o progresso de cada um. Prover o crescimento contínuo é sem dúvida prazeroso e altamente motivador, por isso é bom fazermos parte de algo maior. Algo maior que nosso vaidoso ego.
Concluindo, em um grande time de vencedores encontramos o alimento para as nossas vitórias individuais.


http://www.supertextos.com/texto/Trabalho_Em_Equipe_Uma_Vantagem_Competitiva/4484

Video-Um trabalho em equipe

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Planejamento de serviços

Planejamento do serviço é um dos fatores essenciais para a Prevenção de Acidentes de Trabalho. É durante esta fase que podemos detectar as condições inseguras e os riscos de acidentes que poderão ocorrer durante a realização de uma determinada tarefa a ser executada.

Conhecendo-se as condições inseguras e os riscos, pode-se determinar as medidas descontrole.

Compete ao Supervisor de uma equipe a responsabilidade direta pela realização das tarefas livres de Acidentes do Trabalho, portanto deve planejar cuidadosamente os serviços, de forma a garantir que todos os Métodos e Procedimentos de Segurança sejam adotados, para o controle efetivo dos riscos de acidentes.

Considera-se Supervisor qualquer empregado designado pelo superior hierárquico, como responsável pela execução de um serviço. Logicamente, espera-se que somente sejam indicados com Supervisor, empregados que tenham perfil para atender as exigências da função.

A seguir abordaremos os principais elementos que devem ser observados pelo Supervisor, para o planejamento de um serviço.
"Os serviços somente devem ser atribuídos a empregados que estiverem habilitados e autorizados a executa-los e distribuir as tarefas de acordo com a capacidade técnica de cada um."

Os empregados que forem designados para executar trabalhos em instalações elétricas devem possuir capacitação através de treinamento para as tarefas específicas, para prestar os primeiros socorros em caso de acidentes e utilização de agentes extintores para combater princípios de incêndios.

Não permitir que empregados, mesmo que tecnicamente capacitados, façam serviços de ajustes em equipamentos, dirijam veículos, subam em escadas ou estruturas, durante o período que estiverem fazendo uso de medicamentos que altere o seu comportamento.

O Supervisor deve ter uma visão global do que é de sua incumbência realizar; ele não poderá se deter em minúcias, perdendo a noção do todo.

O Supervisor deve ser capaz de prever os resultados sem subestimar possíveis falhas.

O Supervisor deve fazer a distribuição de tarefas.

O Supervisor deve determinar numero de empregados suficiente para que a tarefa seja realizada com segurança.

O Supervisor deve explicar aos empregados o serviço a ser executado e os resultados desejados.

O Supervisor deve identificar os riscos do serviço sob sua orientação e alertar devidamente seus subordinados sobre os controles desses riscos.

O Supervisor deve transmitir-lhes claramente as Normas e Procedimentos aplicáveis, dedicando especial atenção à execução das tarefas fora da rotina..

O Supervisor deve corrigir as irregularidade e as situações que possam comprometer a Segurança no Trabalho.

Antes de sair para o local de trabalho assegurar-se que os membros da equipe sob sua responsabilidade possuam todos os materiais, ferramentas, equipamentos de proteção individual e coletiva necessários ao serviço e se estão em perfeitas condições de utilização.

Lembrar aos integrantes da equipe que as condições de execução de um serviço nem sempre são as mesmas.

Procurar iniciar o serviço quando existir a total certeza de todos os integrantes da equipe estão conscientes do que devem fazer, de como fazer e quando fazer.

Todo condutor ou equipamento elétrico, somente poderá ser considerado desenergizado, após testado para verificação de ausência de tensão e devidamente aterrado.

Qualquer trabalho a ser efetuado em instalações elétricas energizadas ou que possam ficar acidentalmente sob tensão, somente poderá ser realizado com a utilização de luvas de borracha para eletricista, da classe de tensão compatível com a das instalações, cobertas pelas luvas de proteção mecânica..

O planejamento deve prever os riscos de contato do empregado com os componentes energizados das instalações, para os quais deverão ser adotados protetores isolantes e sinalização delimitando a área de risco.

Especial cautela deve ser destacada na sinalização da área de trabalho, de forma a evitar que pessoas estranhas entre na área de risco. Nos logradouros públicos, caso seja inevitável a obstrução total do passeio, deve-se providenciar a devida sinalização de proteção e orientação para os pedestres.

Iniciar o serviço somente depois de constatado que todas os dispositivos de segurança estão colocados em seus lugares e oferecem segurança efetiva.

Após a realização da tarefa, o supervisor deve reunir a equipe para discutir as dificuldades encontradas durante a realização do serviço, objetivando utilizá-las como experiência, com a finalidade de introduzir melhorias em planejamentos futuros.

Cuidados Preliminares

Alguns cuidados devem ser tomados, antes de se iniciar um serviço em redes aéreas de distribuições.

3.1 Visita ao local

O técnico responsável pela programação dos serviços em linhas energizada acompanhado ou não pelo Encarregado, deve visitar previamente o local de trabalho para que dificuldades como trânsito, obras civis, estacionamento ou qualquer outro evento não previsível venham impedir a execução do serviço.
Na mesma ocasião verifica e anotar os números de identificação dos pontos elétricos anterior e posterior ao poste onde será executado o serviço. Nessa identificação poderá usar numero de zonas aéreas, chaves de faca, chaves fusíveis e outras placas de identificação dos equipamentos instalados no sistema.

3-2 Comunicação com o Órgão de Operação da Distribuição

É imprescindível a existência de rádio transceptor ou qualquer outro meio de comunicação na viatura da turma para melhor atender às necessidades de comunicação com Órgão de Operação da Distribuição.

3.3 Chegando ao local de serviço

Ao chegar no local de serviço, o Técnico e ou Encarregado utilizando telefone, rádio ou outro meio de comunicação disponível, entra em contato com o Órgão da Distribuição e procede da seguinte forma:
O Técnico e ou Encarregado identifica-se, fornecendo nome, tipo de turma e o Setor de Rede correspondente.
Informa sua localização (rua, avenida, estrada etc...)
Informa a natureza do serviço a ser executado e o método de execução (linha energizada)
Fornece os números de identificação dos equipamentos levantados e anotados na visita prévia e que caracterizam o ponto (poste) onde executará os serviços e solicita a confirmação do nome da linha e a classe de tensão que está alimentando o local caracterizado.
Confirmada a identificação da linha supridora, solicita a retirada de serviço e impedimento do seu relé religador (bloqueio do circuito). Conforme o caso, será solicitada a retirada de serviço do dispositivo de religamento automático do religador na subestação ou no próprio circuito.


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Video-Planejamento

Planejamento pessoal

http://www.rrpponline.com.br/manager/pub/arq/ana_1.pdf

Video-Liderança pelo Exemplo


Liderança pelo exemplo.
Enviado por mauriciogoes. -





Energia nuclear X clima

De uns tempos para cá, a indústria nuclear vem usando uma estratégia de marketing para convencer a sociedade e os tomadores de decisão de que a energia nuclear é limpa porque não emite gases do efeito estufa e, assim, não contribui para o problema do aquecimento global. Em primeiro lugar, não é verdade que a energia nuclear não gera gases do efeito estufa. Para construir a usina, para extrair e enriquecer o urânio utilizado como combustível nuclear, para armazenar os rejeitos nucleares e desativar a usina ao final de sua vida útil, é necessária uma grande quantidade de energia. Este processo todo significa a emissão de muitos gases, inclusive CO2. Assim, ao se considerar todo o ciclo produtivo da indústria nuclear, temos uma energia que emite muito mais gases de efeito estufa do que qualquer tipo de energias renovável.

Além disso, um estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT) mostrou que, para resolver o problema das mudanças climáticas, seria necessário construir pelo menos mil novos reatores no curto prazo, o que é impossível – tanto econômica quanto fisicamente.

Por fim, o argumento de energia limpa não se sustenta porque a energia nuclear utiliza um combustível de disponibilidade finita e gera toneladas de lixo radioativo – uma poluição perigosa que, assim como o aquecimento global, será herdada pelas próximas gerações e permanece perigosa por centenas de milhares de anos. Além disso, a quantidade de dinheiro público empregado em usinas nucleares representa um obstáculo concreto à implementação de medidas efetivas de mitigação do aquecimento global.

Usina Nuclear no Brasil - Historico

O Programa Nuclear Brasileiro nasceu na década de 1940, pós-Segunda Guerra Mundial. Em meados de 1950, Brasil e Estados Unidos firmaram dois acordos de cooperação na área nuclear: o primeiro foi o Acordo de Cooperação para o Desenvolvimento de Energia Atômica com Fins Pacíficos, que previa a transferência ao Brasil de urânio altamente enriquecido para ser usado como combustível em reatores de pesquisa também fornecidos pelos EUA. O segundo acordo era chamado de Programa Conjunto para o Reconhecimento e a Pesquisa de Urânio no Brasil e previa a pesquisa e avaliação das reservas de urânio em solos nacionais e a posterior exportação do minério aos EUA.

Na década de 1960, Estados Unido, França e Alemanha começaram a usar a energia nuclear para a geração de eletricidade, marcando uma era de grandes investimentos com a disseminação de usinas e aumento na produção de energia atômica sob o pretexto do seu uso pacífico.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

As usinas nucleares vaga-lume

As usinas nucleares necessitam de paradas prolongadas para manutenção programada, troca de elementos combustíveis, aplicação de medidas preventivas e corretivas e inspeção em equipamentos. Além desses períodos de inatividade, usinas nucleares operam sob risco permanente de sofrerem saídas acidentais do Sistema Interligado Nacional (SIN).

As paradas para recarga de Angra 1 e 2 ocorrem em intervalos de 12 a 18 meses, correspondentes aos ciclos de sua operação, por períodos que duram, em média, entre 30 e 45 dias. Tais paradas exigem geração complementar para suprir a ausência do fornecimento de eletricidade pelas termonucleares ao SIN.

De acordo com a Eletronuclear, Angra 1 ficará desligada por seis meses ao longo de 2008. Em fevereiro, a usina saiu do Sistema Integrado Nacional para a manutenção de geradores de vapor em operação e outras tarefas de reparação e inspeção do sistema. As operações da usina deverão ser retomadas apenas em abril. Em seguida, serão novamente paralisadas para tarefas preparatórias à substituição de dois geradores de vapor. A previsão é que a usina volte a gerar energia apenas em 2009.

Toda a vez que as usinas param de gerar energia, entram em cena as termelétricas – usinas extremamente poluentes, contribuindo assim para a emissão de mais gases de efeito estufa.

Usina Nuclear no Brasil -

A construção de Angra 1, primeira usina nuclear brasileira, com capacidade de 657 megawatts (mw), foi iniciada em 1972. A usina passou a operar comercialmente apenas em janeiro de 1985. Devido a uma série de problemas em equipamentos, a indisponibilidade de Angra 1 nos primeiros anos de operação era elevadíssima se comparada a padrões internacionais. As paradas freqüentes levaram a usina a ser apelidada de vaga-lume. Muito dinheiro foi gasto para resolver os problemas e garantir a estabilidade no fornecimento de energia à rede elétrica.

Em julho de 1975, foi celebrada a assinatura do Acordo sobre Cooperação para Uso Pacífico da Energia Nuclear, o chamado Tratado Brasil-Alemanha. O acordo concretizou a aquisição das usinas Angra 2 e 3 da empresa alemã “Kraftwerk Union A.G. – KWU”, subsidiária da Siemens.

As obras civis de Angra 2 – com capacidade de 1.300 mw - foram iniciadas em 1976. A previsão inicial era que a usina entrasse em operação em 1983, mas o empreendimento foi progressivamente desacelerado devido à redução dos recursos financeiros disponíveis. Em 1995, foi decidida a retomada das obras de Angra 2 e realizada concorrência para a contratação da montagem eletromecânica. A usina entrou em funcionamento apenas no ano 2000.

Angra 3, embora constasse do acordo original de 1975, até hoje não foi construída. Em junho de 2007, o CNPE decidiu pela sua construção, pela Resolução número 3.
O potencial brasileiro de geração de energia a partir dos ventos é gigantesco. Segundo dados do Atlatas Eólico Nacional, elaborado pelo governo federal, chega a 143 mil megawatts (MW), considerando-se apenas a instalação em terra. Com turbinas no mar, o potencial é ainda maior. No nordeste do país, o potencial eólico chega a 75 mil MW, dos quais 25 mil MW se concentram no Ceará. No entanto, aproveitamos hoje apenas 247 MW por meio de 16 parques eólicos distribuídos em oito estados brasileiros.

Veja também: As usinas vaga-lume

As alternativas energéticas – o futuro é renovável

Com tantas restrições, riscos e problemas inerentes à energia nuclear, fica a pergunta: por que continuar investindo nesse tipo de tecnologia, se existem tantas outras alternativas disponíveis, muito menos arriscadas e MUITO MAIS BARATAS? Sim, porque, se não bastassem todos os riscos, a energia nuclear é a opção energética mais cara.

Para efeito de comparação, com os mesmos recursos previstos para a construção de Angra 3, seria possível instalar um parque de turbinas eólicas com o dobro da potência em no máximo um terço do tempo (2 anos), gerando 32 vezes mais empregos, sem produzir lixo radioativo ou trazer risco de acidentes graves. O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) também é outro exemplo. Com apenas R$ 850 milhões, o programa conseguiu promover a economia de 5.124 MW. Ou seja, com 12% do custo de Angra 3, disponibilizou-se quase quatro vezes mais energia do que ela geraria.

O mercado de renováveis é um grande negócio no mundo todo, com uma taxa de crescimento de cerca de 30% ao ano. As instalações renováveis atraem novos investimentos, geram empregos e aquecem a economia local. De acordo com o relatório R[e]volução Energética, produzido pela organização, até 2008 as energias renováveis poderão suprir 88% da demanda por energia, sendo 38% de energia hidrelétrica, 26% de biomassa, 20% de energia eólica e 4% de geração solar. Na Alemanha elas são responsáveis por 10 % do suprimento energético do país. A China tem planos de aumentar em 10 vezes a quantidade de energia gerada pelas renováveis em sete anos.

O potencial brasileiro de geração de energia a partir dos ventos é gigantesco. Segundo dados do Atlatas Eólico Nacional, elaborado pelo governo federal, chega a 143 mil megawatts (MW), considerando-se apenas a instalação em terra. Com turbinas no mar, o potencial é ainda maior. No nordeste do país, o potencial eólico chega a 75 mil MW, dos quais 25 mil MW se concentram no Ceará. No entanto, aproveitamos hoje apenas 247 MW por meio de 16 parques eólicos distribuídos em oito estados brasileiros.

Outros usos da energia nuclear

Além produzir energia, a tecnologia nuclear pode ser utilizada na medicina, tanto em equipamentos de raio-X, como também em tratamentos de radioterapia para combater câncer, em experimentos científicos, e na indústria e na agricultura, paraionizar gases, produzir fluorescência, atravessar corpos opacos à luz ordinária, esterilizar materiais etc.

O Greenpeace não se opõe ao uso da energia nuclear nessas áreas, desde que devidamente fiscalizados e controlados. Infelizmente, a realidade hoje é de descaso e irresponsabilidade. No Brasil e em várias partes do mundo é possível encontrar material radioativo em depósitos de lixo e em fábricas ou clínicas abandonadas. Foi o que aconteceu com a cápsula de césio-137 encontrada por catadores de ferro-velho em 1987, em Goiânia, no prédio desativado do Instituto Goiano de Radioterapia. Atualmente, há cerca de mil fontes radioativas operando no Brasil sem controle algum.

Os acidentes nuclear


Chernobyl - O pior acidente nuclear da história foi o da usina de Chernobyl, na ex-URSS (hoje Ucrânia), em 1986. O reator 4 explodiu e a nuvem radioativa que
se formou pela explosão se moveu em poucos dias da Ucrânia para a Polônia e Escandinávia, disparando até o alarme da usina nuclear Forsmark, na Suécia. De uma hora para outra, centenas de milhares de pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas. Até hoje regiões inteiras estão proibidas de produzir comida e a maioria das pessoas que vivem em áreas afetadas está doente. De acordo com estatísticas oficiais do governo da Ucrânia, 15 mil jovens que foram forçados a trabalhar na limpeza das áreas contaminadas tinham morrido até 2002. A totalidade das conseqüências sobre ecossistemas, saúde humana e a sociedade nunca será conhecida. Foram documentados em vários países problemas de saúde como câncer de tireóide, leucemia, outros tipos de câncer, problemas respiratórios, digestivos, reprodutivos, neurológicos, psicológicos, vasculares, endócrinos, doenças infecciosas e anormalidades genéticas. Apenas por câncer, o número de mortes pode chegar a 93 mil. Ao todo, estima-se que o acidente tenha afetado entre 5 e 8 milhões de pessoas.** Three Mile Island - Em março de 1979, a usina americana de Three Mile Island, na Pensilvânia (EUA), foi o local de um dos piores acidentes nucleares registrados até hoje. O gás responsável pela refrigeração de um de seus reatores escapou, provocando o derretimento do núcleo. Embora não haja números oficiais de pessoas mortas ou afetadas pela radioatividade, sabe-se que houve grande aumento de incidência de câncer e problemas de tireóide, além de vários outros efeitos negativos sobre todos os tipos de vida na região.**
Mayak - A explosão em Mayak, uma fábrica de processamento de material nuclear, em setembro de 1957, expôs 272 mil pessoas a radiações. Meio século depois, Mayak, que fica a sudoeste da Rússia, é um dos lugares com índices de radioatividade mais altos no planeta e o acidente continua a ter um legado de devastação. Milhares de pessoas não foram evacuadas das áreas contaminadas. Nas vilas e cidades vizinhas, o índice de câncer na população é mais do que o dobro da média russa. Mas, em vez de aprender as lições da tragédia, o governo russo aprovou uma legislação que o autoriza a importar combustível nuclear já usado de outros países para Mayak, resíduos que ficarão na fábrica de processamento para sempre. O combustível nuclear estrangeiro processado em Mayak causou até hoje o derramamento de 3 milhões de metros cúbicos de líquido radioativo no meio ambiente. Mayak já reprocessou 1.540 toneladas de combustível nuclear usado de muitos países, incluindo a Hungria, Bulgária, Alemanha, Finlândia e República Checa. Japão – Após um forte terremoto, a usina nuclear japonesa Kashiwazaki Kariwa pegou fogo e provocou o vazamento de centenas de litros de água radioativa. Centenas de barris contendo lixo nuclear tombaram e alguns apresentavam vazamentos. No acidente centenas de barris também foram tomabdos e vários deles tinham vazamentos liberando elementos tóxicos como cobalto-60 e cromo-51. Vários incidentes graves ocorreram durante os últimos anos na indústria nuclear japonesa. Em setembro de 1999 três trabalhadores morreram devido à alta irradiação e comunidades locais tiveram que ser evacuadas após falhas de procedimento na fábrica de combustível de Tokaimura. Em agosto de 2004, a ruptura de um cano na usina nuclear Mihama matou cinco trabalhadores e 17 reatores operados pela companhia TEPCO (a mesma responsável pela usina de Kashiwazaki-Kariwa) foram desligados após ser descoberta a falsificação de documentos sobre inspeção de segurança. Em abril de 2006 ocorreu a liberação de 40 litros de líquido contendo plutônio na nova planta de reprocessamento de plutônio em Rokkasho-Mura. Em março de 2007 foi descoberto que a empresa Hokuriku não informou ao público nem aos fiscais de segurança sobre um sério incidente na usina nuclear de Shika, ocorrido em julho de 1999 quando uma falha no controle das varetas causou reações em cadeias de forma descontrolada.** Espanha – Em novembro de 2007, durante uma troca de combustível da usina nuclear Ascó I, houve um vazamento de material radioativo pelo sistema de ventilação, que acabou contaminando um contêiner que estava próximo. Na época do vazamento, a empresa nada comunicou a população. Até que no início de abril um caminhão deixou o material que destinava-se a reciclagem fora do sítio nuclear, o que acabou provocando contaminação em áreas públicas. No entanto, a empresa responsável pela usina manteve essa grave quebra de segurança em segredo durante meses. Mesmo após o Greenpeace ter publicado detalhes do acidente, a Conselho Nuclear de Segurança (CNS), da Espanha, continuou a subestimar a gravidade do fato por muitos dias. Pressionado pelas evidências, eles foram forçados a admitir que o vazamento foi pelo menos cem vezes maior do que o anunciado inicialmente. Partículas radioativas quentes foram espalhadas por muitos quilômetros fora da usina e centenas de pessoas precisaram ser examinadas em busca de uma possível contaminação. Confira o calendário nuclear - um incidente nuclear para cada dia do ano

Os riscos da energia nuclear

A bomba - A energia nuclear esteve, desde o início, intimamente ligada à bomba atômica e às armas nucleares, já que o mesmo princípio é aplicado nos dois casos. Como bem dizia o físico Robert Oppenheimer, diretor do projeto Manhattan, que deu origem à primeira bomba atômica do mundo, “não existe uma energia nuclear para a paz e outra para a guerra, as duas saem da mesma fonte”.

Tanto o reator nuclear (local dentro da usina onde acontece a produção de energia) quanto à bomba atômica têm uma quantidade suficiente de material radioativo para provocar uma reação em cadeia.

O reator nuclear é uma câmara de resfriamento, blindada contra a radiação, onde é controlada esta reação em cadeia. Nele é produzida energia e materiais fissionáveis como o plutônio, utilizados em bombas nucleares. A principal diferença entre uma bomba e um reator nuclear é que, nos reatores, a reação em cadeia é planejada para ser controlada e parar quando necessário. Para isso, uma usina nuclear possui uma série de mecanismos de segurança.

No entanto, esses mecanismos nem sempre funcionam – vide os inúmeros acidentes que já aconteceram com reatores nucleares. É justamente aí que mora o perigo.

A fronteira entre o uso civil e militar da tecnologia nuclear nunca foi clara. O motivo é óbvio: os primeiros reatores nucleares foram construídos com a finalidade específica de produzir plutônio para as bombas americanas. Só depois foram adaptados para gerar eletricidade.

A tecnologia nuclear permite o desenvolvimento de armas nucleares, que podem ser construídas a partir do urânio (o combustível das usinas nucleares) ou do plutônio (presente no lixo nuclear). Vários países que hoje possuem bombas atômicas desenvolveram-nas em paralelo a programas nucleares ‘para fins pacíficos’, como os da Índia e do Paquistão.

Conheça mais sobre a proliferação de armas nucleares no mundo no site doGreenpeace Internacional.

A radiação – É a denominação do que acontece quando há liberação de radiação no meio ambiente. Basicamente, o mesmo aconteceu com a explosão das bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagazaki, no Japão, no final da Segunda Guerra Mundial, e com o acidente de Chernobyl, na Ucrânia. Em ambos os casos, os efeitos foram devastadores para a população e para as regiões próximas.

Quando uma pessoa é afetada por uma alta dose de radiação, os primeiros sintomas são náusea, fadiga, vômitos e diarréia, seguidos por hemorragia, inflamação da boca e da garganta e queda de cabelo. Nos casos graves, há um colapso de várias funções vitais, e a vítima pode morrer em duas a quatro semanas.

Outro grande problema da radiação é sua longa vida. Para saber quanto tempo um material radioativo leva para perder a radioatividade, os cientistas calculam sua meia vida – o tempo necessário para a atividade de um elemento radioativo ser reduzida à metade da sua atividade inicial.
A meia vida do urânio-238 é de aproximadamente 5.000.000.000 anos que é a idade calculada da Terra.

Morte e destruição têm acompanhado não só as bombas atômicas, mas também o uso comercial da energia nuclear. Cada cabo que pega fogo, cada cano rompido, pode em questão de minutos transformar uma usina nuclear em um pesadelo atômico.

Além de problemas nos reatores de usinas nucleares, podem ocorrer inúmeros acidentes em fábricas que produzem combustível para reatores, nas minas que desenterram milhões de toneladas de urânio que estavam sob várias camadas geológicas de rocha ou durante o transporte desses materiais. Muitas vezes, o urânio viaja de um continente a outro durante o processo de fabricação do combustível nuclear.

Lixo nuclear –A indústria nuclear gera uma enorme quantidade de lixo radioativo. Nenhum país do mundo encontrou até hoje uma solução satisfatória e definitiva para esse problema. Os defensores da energia nuclear costumam afirmar que a quantidade de dejetos radioativos é muito pequena, o que é mentira. Calcula-se que, no funcionamento normal de uma usina, para cada metro cúbico de lixo altamente, são gerados 240 metros cúbicos de lixo de baixo nível e 16 metros cúbicos de lixo de médio nível radioativo.

A radioatividade do lixo nuclear diminui com o tempo. Cada elemento tem uma meia vida, que é o tempo que demora para a radioatividade cair pela metade. Alguns radioisótopos continuam perigosos por milhões de anos. O lixo radioativo precisa ser armazenado por séculos e isolados do meio ambiente por centenas de milênios e pode ser dividido em 3 níveis radioativos:

Lixo de baixo nível radioativo (Low Level Waste - LLW, na sigla em inglês) – é gerado por hospitais e na indústria e no ciclo do combustível nuclear. Isto inclui papéis, panos, ferramentas, roupas, filtros, etc, que contêm pequenas quantidades de radioatividade e uma meia vida curta.

Lixo de nível radioativo intermediário (Intermediate Level Waste – ILW, na sigla em inglês) - contém quantidades mais altas de radioatividade e, em alguns casos, precisam ser armazenados. Incluem resinas, esgoto químico revestimento de metal do reator e materiais contaminados provenientes do descomissionamento do reator.

Lixo de alto nível radioativo (High level waste – HLW, na sigla em inglês) é produzido a partir dos reatores nucleares. Contém sub produtos da fissão e elementos transuranicos gerados no reator principal. São altamente radioativos e frequentemente quentes.

Os lixos de nível radioativo intermediário e baixo representam 95% do total de radioatividade produzida durante todo o processo de geração de eletricidade pela tecnologia nuclear. A quantidade de HLW está aumentando em 12 mil metros detoneladas por ano, o equivalente a 100 ônibus de dois andares ou a duas quadras de basquete.

A exploração de urânio nas minas também produz enormes quantidades de resíduos, inclusive partículas radioativas que podem contaminar a água e os alimentos. Além disso, no processo de enriquecimento de urânio, são gerados, para cada metro cúbico de dejetos altamente radioativos, mil metros cúbicos de lixo de baixo nível radioativo.

Não existem dados exatos sobre a quantidade de lixo radioativo já produzido até hoje no mundo. Em geral, o público desconhece o perigo associado a esses dejetos e qual é seu destino, mas calcula-se que, anualmente, são acumulados no mundo cerca de 12 mil toneladas de rejeitos radioativos de alta atividade. Na maioria dos países esse lixo é armazenado, de forma provisória, no interior das usinas. A quantidade de rejeitos de baixa e média radioatividade de Angra 1 e 2, por exemplo, é estimada em cerca de 2.500 toneladas. Estes rejeitos encontram-se armazenados de forma provisória em dois galpões. Já os rejeitos de alta radioatividade estão armazenados em piscina e aguardam um depósito permanente.

Nos Estados Unidos, os resíduos altamente radioativos estão depositados em cerca de 120 locais. Há um projeto, chamado de *Yucca Mountain Project*, de acondicionar esse lixo de forma definitiva em um depósito construído a 300 metros abaixo da superfície, em uma formação geológica natural situada a 160 quilômetros de distância de Las Vegas. Esse projeto já consumiu US$ 9 bilhões e revelou-se um tremendo elefante branco – ainda está longe de ser concluído.