Aspectos individuais
Sabemos que indiferentemente do nível em que estejam enquadrados os trabalhadores, seus variados costumes, atitudes, conhecimentos, até mesmo suas condições físicas e mentais, modificam-se de tempo em tempo na medida em que neles se aprofundam:
A experiência
A capacitação
A idade e condições físicas
O estresse
Seus interesses pessoais
A satisfação no trabalho
A vida fora do trabalho
Suas ambições e satisfação no trabalho
Suas atitudes
A motivação no trabalho
Suas ações
O conhecimento
A percepção
Atitudes:
A resposta de uma pessoa a uma situação é denominada de atitude. As atitudes são reflexos de variados fatores que incluem características de personalidade, ansiedade, experiências, expectativas e algumas noções de comportamento repassadas até mesmo por colegas.
A cultura de uma organização e as relações entre colegas, seus dirigentes, e mesmo a organização como um todo, têm uma profunda influência nas atitudes, as quais podem derivar para o bem ou para o mal.
Motivação:
A força que estimula uma pessoa a tomar uma atitude chama-se motivação. As pessoas são motivadas pelos seus desejos ou por seus impulsos.
Como podemos motivar uma pessoa para que ela adote o comportamento seguro?
Desenvolvendo sua percepção relacionada com os riscos;
Difundindo amplamente informações sobre acidentes;
Afixando cartazes com informações sobre atitudes inseguras;
Exigindo o comprometimento com as normas de segurança;
Estimulando a apresentação de sugestões que visem o aprimoramento das medidas de prevenção.
Percepção:
As pessoas tendem a ter percepções equivocadas sobre os riscos. Considerar que a ausência de acidentes seja a garantia que eles jamais ocorrerão é, por si só, um comportamento inseguro.
A organização
A adoção e o desenvolvimento da mentalidade de que a Segurança seja efetivamente um setor da mais elevada importância dentro de uma empresa, depende de seus dirigentes.
Essa cultura ou mentalidade torna-se concreta quando são levadas em consideração a:
Competência
Identificar e desenvolver habilidades de forma sistemática através de adequado programa de capacitação.
Controle
Demonstrar comprometimento através da montagem de uma estrutura organizacional com objetivos claros.
Cooperação
Estabelecer uma atmosfera de trabalho em que todos estejam efetivamente envolvidos na melhoria constante.
Comunicação
Divulgar informações relacionadas com os riscos, planos, objetivos, etc. e ficar atento ao retorno dos resultados frutos da adoção dessa política. Criar um clima no qual as pessoas estejam sempre estimuladas em trazer notícias a respeito dos perigos, dos incidentes e das lesões.
Políticas de trabalho
Meios seguros de trabalho
Pode até parecer óbvio, mas ninguém pode trabalhar de uma maneira segura se o sistema de trabalho não oferecer as devidas condições de segurança. As medidas de prevenção, os treinamentos etc., por si sós não substituem um sistema de trabalho seguro. Exemplo: a preparação para as emergências, a rígida obediência às determinações de uma PET, no caso de trabalho em espaço confinado, os bloqueios e etiquetagens etc.
Ergonomia
Os problemas surgem, muitas vezes, naquela fase de adaptação dos recém-admitidos, principalmente quando as condições não são as mais adequadas.
Numa planta, a localização deficiente das máquinas, o fluxo de produtos etc., ocasionam certos incidentes.
Infelizmente o corpo humano não pode se adaptar a tudo. As pessoas são diferentes e têm limitações.
A razão de ser da ergonomia é compreender a anatomia, fisiologia e psicologia das pessoas, e inseri-las no trabalho levando esses princípios em consideração. Assim, podem-se melhorar tanto o bem-estar do trabalhador como a sua eficiência.
Tomada de decisões
Tomar decisões pode ser uma atitude estimulante, mas em alguns casos pode ser estressante e, em decorrência, gerar problemas. Devemos levar em consideração o seguinte:
A capacidade individual
A complexidade do trabalho
O grau de automatização da tarefa a ser cumprida
A percepção pessoal do risco
A disponibilidade de informação ou colaboração
Procedimentos e instruções
Os procedimentos escritos são muitas vezes ignorados ou mal interpretados. As instruções devem ser:
Claras e objetivas
Verificar o cumprimento das determinações.
O ambiente de trabalho
As condições inadequadas de trabalho geradas pela presença de riscos físicos como o calor, o frio, ruído, iluminação deficiente etc., podem comprometer qualquer plano de desenvolvimento de medidas voltadas para segurança do trabalhador.
Horário de trabalho
Determinados horários de trabalho podem afetar a forma de atuar do trabalhador. Investigações têm mostrado que no trabalho noturno a incidência de acidentes aumenta. Os horários muito prolongados provocam fadiga que, por sua vez, geram acidentes.
O ERRO HUMANO
O erro humano, outro parâmetro, está relacionado tanto com os Aspectos Individuais como com a Organização e com as Políticas de Trabalho. Dentre os fatores que ocasionam os erros humanos estão:
Falta de atenção
A concentração do trabalhador pode diminuir quando ele está cansado ou quando realiza um trabalho monótono ou rotineiro. A experiência demonstra que as pessoas nem sempre trabalham como o bom senso indica.
Equívocos
Muitos acidentes decorrem de equívocos. Acontecem mais freqüentemente quando a segurança relacionada com a execução de uma tarefa depende de várias pessoas.
Interpretação incorreta de uma informação
Procedimentos deficientes nos sistemas de controle, nas extinções de incêndio, nas saídas de emergência etc., têm provocado acidentes.
Desrespeito às normas
Alguns deles são considerados de “rotina”, como dirigir acima dos limites estabelecidos, como quase todo mundo faz.
CONCLUSÃO
De acordo com o que expusemos, não há um único caminho que nos possa levar ao comportamento seguro. No entanto podemos dizer que os procedimentos abaixo podem ajudar bastante:
Definir claramente as responsabilidades;
Explicitar o reconhecimento àqueles que souberam cumprir as recomendações;
Facilitar o comportamento seguro, eliminando obstáculos;
Facilitar o entendimento do trabalhador sobre o porquê do estabelecimento das “exigências”;
Realizar treinamento para reduzir a possibilidade de erros.

























De uns tempos para cá, a indústria nuclear vem usando uma estratégia de marketing para convencer a sociedade e os tomadores de decisão de que a energia nuclear é limpa porque não emite gases do efeito estufa e, assim, não contribui para o problema do aquecimento global. Em primeiro lugar, não é verdade que a energia nuclear não gera gases do efeito estufa. Para construir a usina, para extrair e enriquecer o urânio utilizado como combustível nuclear, para armazenar os rejeitos nucleares e desativar a usina ao final de sua vida útil, é necessária uma grande quantidade de energia. Este processo todo significa a emissão de muitos gases, inclusive CO2. Assim, ao se considerar todo o ciclo produtivo da indústria nuclear, temos uma energia que emite muito mais gases de efeito estufa do que qualquer tipo de energias renovável.
As obras civis de Angra 2 – com capacidade de 1.300 mw - foram iniciadas em 1976. A previsão inicial era que a usina entrasse em operação em 1983, mas o empreendimento foi progressivamente desacelerado devido à redução dos recursos financeiros disponíveis. Em 1995, foi decidida a retomada das obras de Angra 2 e realizada concorrência para a contratação da montagem eletromecânica. A usina entrou em funcionamento apenas no ano 2000.
Para efeito de comparação, com os mesmos recursos previstos para a construção de Angra 3, seria possível instalar um parque de turbinas eólicas com o dobro da potência em no máximo um terço do tempo (2 anos), gerando 32 vezes mais empregos, sem produzir lixo radioativo ou trazer risco de acidentes graves. O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) também é outro exemplo. Com apenas R$ 850 milhões, o programa conseguiu promover a economia de 5.124 MW. Ou seja, com 12% do custo de Angra 3, disponibilizou-se quase quatro vezes mais energia do que ela geraria.
O potencial brasileiro de geração de energia a partir dos ventos é gigantesco. Segundo dados do Atlatas Eólico Nacional, elaborado pelo governo federal, chega a 143 mil megawatts (MW), considerando-se apenas a instalação em terra. Com turbinas no mar, o potencial é ainda maior. No nordeste do país, o potencial eólico chega a 75 mil MW, dos quais 25 mil MW se concentram no Ceará. No entanto, aproveitamos hoje apenas 247 MW por meio de 16 parques eólicos distribuídos em oito estados brasileiros.
Mayak - A explosão em Mayak, uma fábrica de processamento de material nuclear, em setembro de 1957, expôs 272 mil pessoas a radiações. Meio século depois, Mayak, que fica a sudoeste da Rússia, é um dos lugares com índices de radioatividade mais altos no planeta e o acidente continua a ter um legado de devastação. Milhares de pessoas não foram evacuadas das áreas contaminadas. Nas vilas e cidades vizinhas, o índice de câncer na população é mais do que o dobro da média russa. Mas, em vez de aprender as lições da tragédia, o governo russo aprovou uma legislação que o autoriza a importar combustível nuclear já usado de outros países para Mayak, resíduos que ficarão na fábrica de processamento para sempre. O combustível nuclear estrangeiro processado em Mayak causou até hoje o derramamento de 3 milhões de metros cúbicos de líquido radioativo no meio ambiente. Mayak já reprocessou 1.540 toneladas de combustível nuclear usado de muitos países, incluindo a Hungria, Bulgária, Alemanha, Finlândia e República Checa.
Japão – Após um forte terremoto, a usina nuclear japonesa Kashiwazaki Kariwa pegou fogo e provocou o vazamento de centenas de litros de água radioativa. Centenas de barris contendo lixo nuclear tombaram e alguns apresentavam vazamentos. No acidente centenas de barris também foram tomabdos e vários deles tinham vazamentos liberando elementos tóxicos como cobalto-60 e cromo-51. Vários incidentes graves ocorreram durante os últimos anos na indústria nuclear japonesa. Em setembro de 1999 três trabalhadores morreram devido à alta irradiação e comunidades locais tiveram que ser evacuadas após falhas de procedimento na fábrica de combustível de Tokaimura. Em agosto de 2004, a ruptura de um cano na usina nuclear Mihama matou cinco trabalhadores e 17 reatores operados pela companhia TEPCO (a mesma responsável pela usina de Kashiwazaki-Kariwa) foram desligados após ser descoberta a falsificação de documentos sobre inspeção de segurança. Em abril de 2006 ocorreu a liberação de 40 litros de líquido contendo plutônio na nova planta de reprocessamento de plutônio em Rokkasho-Mura. Em março de 2007 foi descoberto que a empresa Hokuriku não informou ao público nem aos fiscais de segurança sobre um sério incidente na usina nuclear de Shika, ocorrido em julho de 1999 quando uma falha no controle das varetas causou reações em cadeias de forma descontrolada.** Espanha – Em novembro de 2007, durante uma troca de combustível da usina nuclear Ascó I, houve um vazamento de material radioativo pelo sistema de ventilação, que acabou contaminando um contêiner que estava próximo. Na época do vazamento, a empresa nada comunicou a população. Até que no início de abril um caminhão deixou o material que destinava-se a reciclagem fora do sítio nuclear, o que acabou provocando contaminação em áreas públicas. No entanto, a empresa responsável pela usina manteve essa grave quebra de segurança em segredo durante meses. Mesmo após o Greenpeace ter publicado detalhes do acidente, a Conselho Nuclear de Segurança (CNS), da Espanha, continuou a subestimar a gravidade do fato por muitos dias. Pressionado pelas evidências, eles foram forçados a admitir que o vazamento foi pelo menos cem vezes maior do que o anunciado inicialmente. Partículas radioativas quentes foram espalhadas por muitos quilômetros fora da usina e centenas de pessoas precisaram ser examinadas em busca de uma possível contaminação.