terça-feira, 8 de setembro de 2009

As alternativas energéticas – o futuro é renovável

Com tantas restrições, riscos e problemas inerentes à energia nuclear, fica a pergunta: por que continuar investindo nesse tipo de tecnologia, se existem tantas outras alternativas disponíveis, muito menos arriscadas e MUITO MAIS BARATAS? Sim, porque, se não bastassem todos os riscos, a energia nuclear é a opção energética mais cara.

Para efeito de comparação, com os mesmos recursos previstos para a construção de Angra 3, seria possível instalar um parque de turbinas eólicas com o dobro da potência em no máximo um terço do tempo (2 anos), gerando 32 vezes mais empregos, sem produzir lixo radioativo ou trazer risco de acidentes graves. O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) também é outro exemplo. Com apenas R$ 850 milhões, o programa conseguiu promover a economia de 5.124 MW. Ou seja, com 12% do custo de Angra 3, disponibilizou-se quase quatro vezes mais energia do que ela geraria.

O mercado de renováveis é um grande negócio no mundo todo, com uma taxa de crescimento de cerca de 30% ao ano. As instalações renováveis atraem novos investimentos, geram empregos e aquecem a economia local. De acordo com o relatório R[e]volução Energética, produzido pela organização, até 2008 as energias renováveis poderão suprir 88% da demanda por energia, sendo 38% de energia hidrelétrica, 26% de biomassa, 20% de energia eólica e 4% de geração solar. Na Alemanha elas são responsáveis por 10 % do suprimento energético do país. A China tem planos de aumentar em 10 vezes a quantidade de energia gerada pelas renováveis em sete anos.

O potencial brasileiro de geração de energia a partir dos ventos é gigantesco. Segundo dados do Atlatas Eólico Nacional, elaborado pelo governo federal, chega a 143 mil megawatts (MW), considerando-se apenas a instalação em terra. Com turbinas no mar, o potencial é ainda maior. No nordeste do país, o potencial eólico chega a 75 mil MW, dos quais 25 mil MW se concentram no Ceará. No entanto, aproveitamos hoje apenas 247 MW por meio de 16 parques eólicos distribuídos em oito estados brasileiros.